Facebook remove por engano post falando sobre pílulas abortivas 

O Facebook removeu uma post da Planned Parenthood of Michigan que falava sobre pílulas abortivas. A instituição sem fins lucrativos é responsável por fornecer cuidados de saúde reprodutiva nos Estados Unidos.  

A publicação removida tinha como intuito explicar o que é um aborto medicamentoso e vinculava um artigo descrevendo fornecedores de pílulas abortivas online. No lugar, começou a ser exibido um aviso do Facebook falando que o post fere os padrões da comunidade.  

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Desde a derrubada do precedente Roe vs. Wade, muito se tem especulado sobre como empresas de redes sociais vão lidar com publicações sobre aborto. Recentemente, o Facebook entregou a conversa de uma mãe e uma filha que culminou em condenação por aborto.  

Vale ressaltar que as pílulas abortivas estão disponíveis online e legalmente no Michigan, local onde a instituição está sediada.  Um porta-voz da Meta, empresa dona do Facebook, esclareceu que a remoção da publicação foi um engano.  

Além disso, o representante lembrou que publicações sobre compra, venda e troca de medicamentos são proibidas, mas que a discussão sobre a disponibilidade e acessibilidade dos medicamentos prescritos está liberada. 

Mark Zuckerberg
Imagem: TY Lim/Shutterstock

Facebook entrega conversa entre mãe e filha à polícia que culmina em acusação de aborto

A polícia do Nebraska, nos Estados Unidos, conseguiu o histórico de conversas particulares no Facebook entre mãe e filha e, com base nas provas, estão acusando ambas de realizarem um aborto ilegal. A adolescente, de 17 anos, e sua mãe são suspeitas de ocultarem o cadáver do bebê de 7 meses.

As acusações criminais contra elas estão baseadas na lei do aborto no Nebraska, que estabelece que é proibido realizar um aborto após 20 semanas de gestação. Em casos que passem desse prazo e a vida da mãe esteja correndo perigo, o aborto é permitido.

Mesmo a polícia tendo a lei para se apoiar, os defensores da saúde da mulher e da privacidade digital argumentam que essa situação só mostra como os perigos da vigilância digital é onipresente nos Estados Unidos.

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