Estudo sugere a existência de novo tipo de estrela de nêutrons


Um estudo publicado na revista Physical Review Letters, conduzido pelos astrônomos Arthur Suvorov, do observatório australiano Manly Astrophysics, e Kostas Glampedakis, da Universidade de Murcia, na Espanha, propõe a existência de um novo tipo de estrela de nêutrons. 

Eles sugerem que um tipo diferente de estrela de nêutrons pode surgir a partir de um campo magnético ultrapoderoso criado durante uma colisão entre outras estrelas de nêutrons.

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De acordo com o novo estudo, a colisão de duas estrelas de nêutrons poderia gerar uma nova. Imagem: Artsiom P – Shutterstock

Pesquisas anteriores indicam que estrelas de nêutrons se formam quando uma estrela entra em colapso sob sua própria gravidade, desencadeando uma supernova. A estrela de nêutrons remanescente é muito menor e tem uma alta densidade. 

Outras pesquisas sugerem que se duas estrelas de nêutrons colidem, elas criam um único objeto com uma massa maior que o limite de Tolman-Oppenheimer-Volkoff (TOV) e, portanto, entrariam em colapso em um buraco negro. No entanto, o limite só se aplica quando elas deixam de girar em razão da colisão. Há também estudos que sugerem que se a nova estrela girar, ela pode existir por um tempo antes de cair em um buraco negro. 

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Já nesta nova abordagem, os pesquisadores sugerem que uma estrela que não está girando ainda pode persistir por um período de tempo em circunstâncias únicas. Suvorov e Glampedakis acreditam que se um campo magnético suficientemente forte for gerado à medida que as duas estrelas colidem, ele poderia evitar a descensão da massa única em um buraco negro, talvez por vários anos, inclusive.

Segundo eles, a vida de tal estrela dependeria de uma série de fatores, incluindo a força dos campos magnéticos de ambas as estrelas de nêutrons antes da colisão, sua massa e as temperaturas de seus núcleos.

Os pesquisadores também sugerem que, se tal estrela de nêutrons existisse, ela teria uma assinatura única, consistindo de rápidas rajadas de raios gama seguidas de raios-X, durante seu estágio inicial, e, posteriormente, emitindo rápidas explosões de ondas de rádio quando seu campo gravitacional estivesse desaparecendo ao ponto de começar a entrar em colapso em um buraco negro. 

Eles ainda observam que a detecção desses sinais deve ser possível com os equipamentos existentes e que poderia ser feito em conjunto com as buscas por ondas gravitacionais de estrelas de nêutrons.

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