Empresa montou foguete em impressão 3D — e quer enviá-lo à Marte


Se depender da RelativitySpace, as próximas missões espaciais serão encabeçadas por foguetes montados praticamente por peças de uma impressora 3D. A startup anunciou nesta semana a montagem bem-sucedida do Terran 1, um veículo de lançamento de pequena carga.

O foguete de dois estágios mede cerca de 33 metros de altura e já está acoplado ao módulo de lançamento no Cabo Canaveral, na Flórida, EUA. Ele passará por alguns testes em solo antes de partir para a sua primeira missão, “Good Luck, Have Fun” (“Boa sorte e divirta-se”, em tradução livre) ainda no final deste mês.

“Estamos na vertical outra vez”, tuitou um dos co-fundadores da RelativitySpace, Tim Ellis.

A RelativitySpace alega que o Terran 1 é o “maior objeto impresso em 3D do mundo a tentar um vôo orbital”. 85% da massa do foguete é feita de material impresso, incluindo os nove propulsores Aeon do primeiro estágio e o motor Aeon Vac do segundo.

Caso a missão seja bem-sucedida, a startup quer aumentar a composição de peças impressas em 3D dos próximos foguetes para 95%.

De olho em Marte

Para lidar com a composição inusitada, o foguete será abastecido com um misto de oxigênio líquido e gás natural líquido – uma fórmula ainda não aplicada de maneira com sucesso em vôos orbitais.

A opção por este combustível está ligada a uma meta ambiciosa: a corrida para Marte. Representantes da RelativitySpace consideram a combinação uma das “mais fáceis de transicionar para metano” no planeta vermelho.

A ideia pode até parecer maluca, mas não é nova. A RelativitySpace foi fundada em 2015 por Tim Ellis e Jordan Noone – ex-funcionários da Blue Origin e SpaceX, respectivamente. E é justamente com elas que ela quer competir, especialmente no segmento de transporte de carga.

O Terran 1 foi desenvolvido para cargas leves, levando até 1,250 kgs até a baixa órbita terrestre, e seu sucesso deve abrir caminho para o Terran R, versão maior e mais potente anunciada em 2021. Esta última deve carregar até 25 vezes a capacidade do antecessor, e ser completamente reutilizável, competindo com a Falcon 9 a partir de 2024.

(*) Com informações de Space.com



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