Defesa da cloroquina e oposição a isolamento social também levaram à derrubada de postagens de Bolsonaro; veja quais | Tecnologia

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Posições contrárias a isolamento social, defesa de remédios ineficazes contra a Covid-19 e até mesmo dados distorcidos sobre número de mortes por doenças respiratórias também levaram à derrubada de postagens do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) por redes sociais.

As publicações foram removidas porque, no entendimento das plataformas, violaram regras que impedem conteúdos que coloquem a saúde de outras pessoas em risco.

O vídeo não está mais disponível nas contas de Bolsonaro no Facebook e também no Instagram, que pertence ao mesmo grupo.

Relembre outros casos em que posts do presidente foram removidos por descumprirem regras de redes sociais:

Oposição ao isolamento social

Em março de 2020, o Facebook e o Instagram removeram um vídeo em que Bolsonaro provoca aglomerações em um passeio em Brasília. Na gravação, ele se posicionou contra o isolamento social, medida defendida por autoridades de saúde para conter o coronavírus.

Na ocasião, o Facebook afirmou que o vídeo foi removido porque suas regras “não permitem desinformação que possa causar danos reais às pessoas”.

Facebook e Instagram removem vídeo publicado por Bolsonaro

Facebook e Instagram removem vídeo publicado por Bolsonaro

O Twitter também removeu dois vídeos da aglomeração causada por Bolsonaro naquela situação. As publicações deram lugar ao seguinte aviso: “Este tweet não está mais disponível porque violou as regras do Twitter”.

A plataforma explicou à época que havia ampliado suas regras para agir em relação a “conteúdos que forem eventualmente contra informações de saúde pública orientadas por fontes oficiais e possam colocar as pessoas em maior risco de transmitir Covid-19”.

Rede social apaga posts de Bolsonaro por violarem regras

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Defesa da cloroquina e ivermectina

A defesa do uso cloroquina e ivermectina contra Covid, medicamentos que não têm eficácia comprovada contra a doença, é uma das principais razões que levaram o YouTube, por exemplo, a derrubar pelo menos 17 vídeos do Bolsonaro neste ano.

Bolsonaro recomenda uso de cloroquina contra Covid-19 em vídeo de 9 de julho de 2020. — Foto: Reprodução/YouTube

Em abril, dias após anunciar uma regra que impede recomendação de hidroxicloroquina e ivermectina para tratamento contra a Covid-19, o YouTube removeu o vídeo de uma live em que Bolsonaro promove os medicamentos.

No mesmo mês, a plataforma removeu outros quatro vídeos de lives em que o presidente recomenda remédios que não têm eficácia contra a Covid.

Em maio, o YouTube tirou do ar mais 12 vídeos de Bolsonaro por violação da mesma regra. Ao menos 10 deles continham menções a cloroquina, apontou o levantamento da empresa de análise de dados Novelo Data.

Vídeo do canal do presidente Jair Bolsonaro sobre cloroquina foi retirado do YouTube em 26 de maio de 2021. — Foto: Reprodução

O Instagram ocultou em maio de 2020 um post com conteúdo falso replicado por Bolsonaro nos stories de sua conta.

A mensagem indicava incorretamente que o número de mortes por doenças respiratórias havia caído entre março e maio de 2020, mas, na realidade, houve um aumento de 33% naquele período.

Rede social classifica como fake news mensagem compartilhada por Bolsonaro

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O post passou a ser sinalizado como falso após checagem da Agência Lupa, que tem parceria de verificação de notícias com o Facebook. O Fato ou Fake, serviço de checagem de fatos do Grupo Globo, também conferiu a veracidade da informação. É #FAKE.

Apesar do post no Instagram ter sido marcado como falso, os usuários ainda podem ter acesso ao conteúdo se quiserem.

“Quando um conteúdo é classificado como falso ou parcialmente falso por um verificador de fatos, nós o tornamos mais difícil de encontrar no Instagram e o rotulamos de acordo para que as pessoas possam decidir melhor o que ler, confiar e compartilhar”, disse a rede social, na ocasião.



Fonte: G1