“Cleópatra” está entre as piores avaliações da história da Netflix


Cleópatra

Imagem: Divulgação/Netflix

A minissérie documental de drama “Rainha Cleópatra”, da Netflix, que estreou em 10 de maio, não teve uma boa recepção. A série é estrelada pela atriz britânica Adele James e narrada pela produtora executiva Jada Pinkett Smith, a esposa de Will Smith.

O docudrama mistura simulações e depoimentos de especialistas para mostrar o legado da última faraó do Egito. A produção é a segunda da série “Rainhas Africanas”, com uma primeira parte sobre Njinga, de Angola.

No IMDb, “Rainha Cleópatra” recebeu nota 1/10, de 72 mil avaliações. Enquanto isso, no Metacritic, o número é de 0,1 (baseado em quase 350 avaliações), e um 45 da crítica (de apenas cinco profissionais).

Já no Rotten Tomatoes, a situação é ainda pior: a pontuação do público é de 3%, com uma avaliação um pouco maior da crítica profissional, de 14%. Sendo assim, a nota se estabelece como a menor da história de uma produção da Netflix no site.

A origem de Cleópatra e a escolha da protagonista

Primeiramente, a escolha de uma atriz negra para interpretar a rainha do Egito desagradou alguns desde o início. Após a divulgação do trailer, o advogado egípcio Mahmoud al-Semary processou a Netflix por escalar uma mulher negra para viver a protagonista. Ele pediu a investigação e uma potencial suspensão da plataforma no Egito, afirmando que a série estaria distorcendo a história e a identidade do país.

A atriz Adele James chegou a receber ofensas nas redes sociais, sobre as quais se manifestou no Twitter. “Para sua informação, esse tipo de comportamento não será tolerado em minha conta. Vocês serão bloqueados sem hesitação. Se você não gostou do elenco, não assista ao programa”, escreveu.

De qualquer forma, o fato é que não se sabe ao certo qual era a cor da Cleópatra, como levantado pela diretora da série, Tina Gharavi, em entrevista à Variety. “Então, Cleópatra era negra? Nós não sabemos com certeza, mas nós podemos ter certeza de que ela não era branca como Elizabeth Taylor”, disse, referindo-se à interpretação da rainha na cinebiografia da Fox Studios, na década de 1960.

Além disso, vale lembrar que a representação de uma Cleópatra bêbada em “Roma” também não pareceu incomodar tanto quanto a versão negra da figura histórica. “A série ‘Roma’, da HBO, retratou uma das mulheres mais inteligentes, poderosas e sofisticadas do mundo como uma viciada em drogas corrupta e desleixada, e o Egito não se importou. Onde estava a revolta naquele momento? Mas retratá-la como negra? Bem”, opinou Gharavi à Time.

Por que as críticas à “Rainha Cleópatra” são negativas?

É seguro dizer que boa parte das avaliações pode ter influência de um público conservador, resultando em um bombardeio de críticas negativas à produções consideradas “militantes”. Situações semelhantes já aconteceram em produções como “Capitã Marvel, “Guerra nas Estrelas: O último Jedi” e até mesmo no terceiro episódio do sucesso “The Last of Us“.

Contudo, as avaliações da crítica profissional mostram que outros fatores da produção também deixaram a desejar. Entre os motivos, críticos apontam atuações fracas e imprecisão histórica. Ou seja, diferente de “Njinga”, que recebeu estranhos 17% de aprovação do público, contra altos 88% da crítica, “Rainha Cleópatra desagradou ambos os lados.

Assista ao trailer de “Rainha Cleópatra”, da Netflix, abaixo:



Fonte: Gizmodo