Cientistas dizem que o universo está repleto de paredes invisíveis

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Pesquisadores sugerem que pequenas galáxias podem estar se moldando a “paredes invisíveis” no universo criadas por uma nova classe de partículas chamada “simetria” — uma proposta fascinante que poderia reescrever as leis da astrofísica.

Nova teoria propõe que pequenas galáxias podem estar se moldando a “paredes invisíveis” no universo. Imagem: M.Aurelius – Shutterstock

Segundo a teoria padrão, conhecida como o modelo lambda de matéria escura fria (Lambda-CDM), o universo é composto de três elementos-chave: a constante cosmológica, que é um coeficiente adicionado por Albert Einstein para explicar suas equações da relatividade geral, matéria escura fria, que são partículas teóricas em movimento lento que não emitem radiação, e a matéria convencional com a qual interagimos todos os dias.

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Essa teoria sugere que galáxias menores devem ser capturadas pela atração gravitacional de galáxias hospedeiras maiores e forçadas a órbitas caóticas, algo que não foi comprovado em observações reais.

Agora, dois pesquisadores da Universidade de Nottingham, na Inglaterra, podem ter chegado a uma explicação, como detalhado em um novo estudo publicado no serviço de pré-impressão arxiv, ainda a ser revisado por pares.

Eles sugerem que uma “quinta força” poderia estar organizando as galáxias em formas de disco, enquanto ainda considera a existência da matéria escura, a substância misteriosa que parece compor a grande maioria da massa do universo.

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De acordo com sua teoria, partículas especulativas conhecidas como “simetrias”, que os cientistas têm usado para explicar eventuais lacunas em nosso conhecimento sobre o cosmos, poderiam gerar essa “força” para formar “paredes de domínio” – ou limites no espaço.

“Sabemos que precisamos de novas partículas porque temos matéria escura e energia escura e por isso suspeitamos que precisaremos adicionar novas partículas ao nosso modelo padrão para explicar essas coisas”, disse Aneesh Naik, principal autor da pesquisa, em entrevista ao site anglo-americano Vice.

Essas partículas poderiam existir em grupos de diferentes estados polares, formando paredes invisíveis entre elas, segundo os pesquisadores. Essas paredes, por sua vez, poderiam desencadear galáxias menores para formar discos em torno de galáxias hospedeiras muito maiores.

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