Astrônomo de Harvard explica o que podem ser os OVNIs da Ucrânia


Astrônomo de Harvard explica o que podem ser os OVNIs da Ucrânia

Imagem: ArXiv/Reprodução

Como você deve ter visto aqui no Giz Brasil, astrônomos sugeriram em setembro que um alto número de OVNIs foram avistados no céu da Ucrânia. Porém, para o pesquisador Avi Loeb, as teorias de que esses objetos são de origem extraterrestre não deveriam ser levadas tão a sério.

Loeb é um respeitado astrônomo da Universidade de Harvard, nos EUA, e é um grande defensor da pesquisa científica sobre fenômenos atmosféricos inexplicáveis e da potencial presença de alienígenas no Sistema Solar. É dele a teoria de que o enigmático objeto interestelar Oumuamua é, na verdade, uma nave extraterrestre.

No caso da Ucrânia, cientistas do Observatório Astronômico de Kiev afirmam terem visto uma série de objetos escuros voando individualmente ou em grupo a uma altitude entre 10 e 12 km, tendo tamanhos entre 3 e 12 metros e alcançando velocidades altíssimas de até 15 km/s – ou seja, mais de 43 vezes a velocidade do som.

Para começar, o astrônomo de Harvard destaca que, se esses dados forem reais, os objetos excederiam as capacidades de aeronaves e foguetes fabricados atualmente. Contudo, ao avaliar o estudo dos ucranianos, Loeb notou que a distância desses objetos deve ter sido incorretamente superestimada em “um fator de dez”. Em outras palavras, eles erraram feio nas contas.

O pesquisador também afirmou que um objeto viajando a 15 km/s geraria um forte atrito com o ar, formando uma enorme e brilhante “bola de fogo” no céu, sendo facilmente detectável – algo que não foi observado pelos ucranianos.

Ele também estimou que um objeto com 10 metros quadrados movendo-se a 10 km/s criaria uma onda de choque com potência mecânica de 1,5 terawatt – equivalente à quantidade de energia consumida por todos os países da Terra.

Na conclusão de Loeb, os OVNIs observados na Ucrânia são pura e simplesmente fogo de artilharia, algo comum em um conflito armado. O astrônomo foi além e falou da importância de reduzir a quantidade de avistamentos que ele chamou de “ruído”, quando o assunto é o estudo de fenômenos inexplicáveis.

Ele disse, ainda, que a Ucrânia seria o último lugar da Terra para procurar OVNIs, diante da enorme quantidade de aeronaves, drones e mísseis voando no céu.

Fonte: Gizmodo