4 celulares bons que custam até R$ 1.500


Comprar um celular nem sempre é uma tarefa fácil, principalmente quando o objetivo é tentar economizar e, ao mesmo tempo, encontrar um aparelho que se adequa às nossas necessidades. É por isso que antes de investir dinheiro em um dispositivo, muitas pessoas preferem pesquisar e verificar todos os prós e contras.

Se você está precisando de um novo aparelho, mas não pretende desembolsar uma bolada para ter algo funcional, saiba que existem boas opções que custam menos de R$ 1,5 mil e dão conta do recado da maioria das funções básicas.

Pensando nisso, Tilt decidiu listar quatro aparelhos que se encaixam no orçamento de quem pretende comprar um celular com bom desempenho e não pretende gastar muito. Confira a lista:

Blu B3

Smartphone Blu B3 - Gabriel Daros/Tilt - Gabriel Daros/Tilt
Imagem: Gabriel Daros/Tilt
  • Preço: R$ 699,00
  • Pontos positivos: aparelho com bom design, boa performance, fácil de usar e com preço convidativo.
  • Pontos negativos: tela muito escura, pouca duração da bateria, desempenho da câmera
  • Review: Blu B3

Nossa avaliação: Aparelho mais barato da lista, o Blu B3 é bem grande: 16,4 cm de altura, 7,9 cm de largura e 1,1 cm de espessura – apesar do tamanhão, não pesa tanto assim (205 g).

Trata-se de um smartphone bem básico para acessar redes sociais e navegar na web. Pode ser também uma opção para quem nunca teve um celular inteligente para atividades básicas, como pagar conta ou navegar no YouTube.

Como destaque negativo fica a questão de que o B3 não “brilha” muito – possui uma tela com luminescência máxima de 400 nits, o que dificulta visualizá-la em locais muito claros.

A bateria é de 3.000 mAh, ficando bem abaixo da média de muitos celulares na mesma faixa de preço, como o Motorola E7 (4.000 mAh) ou o Redmi Note 10S (5.000 mAh).

Com relação às fotos, o aparelho é equipado com dois sensores (um principal, de 13 MP, e um secundário, de 2 MP, para profundidade). A câmera apanha muito no modo manual para focar corretamente em ambientes internos.

Sobre o desempenho, o B3 possui um processador T310, da fabricante chinesa Unisoc, com quatro núcleos de 2.0 GHz, e uma memória de 3 GB de RAM.

TCL 20B

Celular TCL 20B - Rodrigo Lara - Rodrigo Lara
Imagem: Rodrigo Lara
  • Preço: R$ 1.499.90
  • Pontos positivos: desbloqueio de tela por reconhecimento facial, aparelho leve e bom desempenho
  • Pontos negativos: câmeras deixam a desejar e bateria ok
  • Review: TCL 20B

Nossa avaliação: O TCL 20B é um aparelho bonito e com um telão chamativo. São 16,4 cm de comprimento e 7,4 cm de largura. A tela é enorme, com 6,52 polegadas (16,56 cm), o visual geral é bonito e seu peso, de 178 g, não incomoda.

É um celular um pouco mais sofisticado. Pode ser uma boa opção para quem quer sair de um modelo básico e quer algo a mais, como conveniência para desbloqueá-lo e carregamento rápido, por exemplo.

A TCL equipou o celular com um processador Mediatek MT6762 Helio P22, de 2018. O aparelho vem com 4 GB de RAM e 64 GB de armazenamento interno —expansível por meio de cartão de memória.

As câmeras são um ponto fraco. O celular aposta em um formato de lente dupla, com uma lente grande-angular com sensor de 50 MP que atua em combinação com um sensor de 2 MP destinado à profundidade. Na frente, por sua vez, há uma única lente grande-angular de 8 MP.

O desempenho da bateria, de 4.000 mAh, é aceitável e está em conformidade com aparelhos da categoria. O ponto positivo é o carregador rápido, com 18 W de potência, e que consegue preencher até 50% da bateria em 34 minutos.

Sobre os recursos, o TCL 20B traz alguns interessantes, como o NXTVISION, que dá um gás na qualidade das imagens mostradas na tela. Mas o que os donos do aparelho mais vão usar é o desbloqueio por reconhecimento facial.

Xiaomi Poco M4 Pro - Gabriel Daros/Tilt - Gabriel Daros/Tilt
Imagem: Gabriel Daros/Tilt
  • Preço: R$ 1.396,80
  • Pontos positivos: recursos extras, ferramentas para games e jogos e desempenho da bateria
  • Pontos negativos: câmera e desempenho, que afoga em algumas situações
  • Review: Xiaomi Poco M4 Pro

Nossa avaliação: O Poco M4 Pro é um celular de gama intermediária estiloso. Ele comporta usos mais sofisticados – como uma série de funcionalidades gamers, como evitar notificações durante a jogatina —, além de bateria grande e recursos de segurança.

Ele é bem leve (179,5 g) e fino — só 8,1 mm de espessura. Não pesa muito no bolso e nem cansa tanto depois de muito uso. O aparelho possui uma tela Amoled com taxa de frequência de 90 Hz — mínimo esperado para um aparelho com foco em jogos.

Sobre desempenho e usabilidade, o Poco M4 Pro vem com a MiUI, interface da marca com o sistema Android. Debaixo do capô, o processador, um Mediatek Helio G96, não apresenta gargalos mesmo com diversos aplicativos abertos ou nas sessões de jogatina. Com versões de 6 GB e 8 GB, e armazenamento nativo de 128 GB e 256 GB, respectivamente, é bem possível que leve um tempo até que o Poco comece a patinar por falta de espaço.

A bateria também é um ponto muito agradável no aparelho, com 5.000 mAH.

Entre os recursos extras, um dos destaques é a segunda tela, que cria uma outra área só com apps selecionados, acessada com outro código PIN e outra digital. No Brasil, isso facilmente permite guardar apps bancários para mantê-los protegidos de assaltos.

Por fim, o destaque negativo fica com as câmeras. O M4 Pro possui um conjunto de três câmeras, liderado pela principal, uma larga, de 64 MP, e acompanhado de uma ultra-larga (8 MP) e outra macro (2 MP). A largura dela, de 26 mm, deixa as fotos um pouco distorcidas, exigindo que o usuário mantenha o zoom x2 para obter um resultado melhor.

Realme 9

Celular Realme 9 - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação
  • Preço: R$ 1.309,50
  • Pontos positivos: design, autonomia da bateria, câmeras
  • Pontos negativos: falta de suporte ao 5G e tela
  • Review: Realme 9

Nossa avaliação: O Realme 9 é um telefone intermediário com design interessante e bom desempenho. Não vai decepcionar quem precisa de um telefone para o dia a dia e não quer gastar tanto.

A tela do Realme 9 possui tecnologia Super Amoled, tamanho de 6,4 polegadas (ou 16,25 cm) e resolução Full HD+. É grande na medida certa e reproduz imagens com boa qualidade de cores. O problema está na taxa de atualização de 90 Hz.

Ok, ela é maior do que a vista, por exemplo, nos iPhones mais simples. Mas fica tímida diante de concorrentes do segmento intermediário, que já trazem displays com 120 Hz e até 144 Hz. O Realme 9 vem com uma bateria de excelente capacidade, de 5.000 mAh.

Sobre as câmeras, o sensor de captação é um Samsung Isocell HM6. O foco é rápido e o zoom, se usado com moderação, não compromete. A lente ultra-angular proporciona um campo de visão de 120 graus, útil para enquadrar mais elementos na mesma cena.

Já no quesito desempenho, o que se pode dizer é que o conjunto cumpre o que promete – e nada mais do que isso. A frequência máxima de trabalho, 2,4 GHz, coloca o Snapdragon 680 em boa posição, mas não faz dele um estouro.

Ele não tem suporte ao 5G. Se por um lado, isso o torna mais barato; por outro, impede que donos naveguem nas novas redes móveis. De qualquer jeito, para o básico o 4G funciona bem e não deve comprometer muito a experiência.

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