Baleia jubarte encalhada é um filhote e estava a apenas 15 metros da praia, diz ONG

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A ONG Ambientalista Bicho D’Água, com sede em Soure, no Pará, localidade onde uma baleia jubarte encalhou e foi localizada na sexta-feira (22/02), quando aves de rapina chamaram atenção de técnicos ambientais da Secretaria de Meio Ambiente no município, pode ter a explicação para o mistério. Afinal, como uma baleia da espécie jubarte, considerado um dos maiores mamíferos do mundo, poderia estar encalhado em uma área de mata, um manguezal? Muita informação desencontrada foi veiculada por grandes portais de notícias do Brasil e do mundo, inclusive, uma de que o Pará não teria ligação com o mar. Não só tem ligação com o mar, como tem a Ilha de Marajó, com uma área de aproximadamente 40.100 km², considerada a maior ilha costeira flúvio-marítima do mundo. E foi exatamente lá que a baleia encalhou.

De acordo com a Bicho D’água, muitas dessas versões estão equivocadas, a começar pelo real tamanho do mamífero, que não tem 11 metros de comprimento por seis de largura como diz a maioria das reportagens – copiadas e coladas – por quase todos os portais de notícias. Os ambientalistas, que estão exatamente no local onde está o corpo do mamífero, afirmam que se trata de um filhote, com cerca de um ano de idade e oito metros do comprimento. Eles dizem ainda que, pelas fotos, realmente o animal parece muito maior. 

“A carcaça foi encontrada a cerca de apenas 15 metros da praia, e devido às macromarés comuns na Costa Norte do Brasil, é totalmente compreensível que uma carcaça vá parar dentro do manguezal. Não é um animal adulto, nem tão grande como parece nas imagens”, afirma a Bicho D’Água em postagem no Facebook. Justamente por se tratar de um filhote, a Jubarte, que faz o seu ciclo de reprodução indo e retornando da Antártida a Abrolhos (Bahia) anualmente, pode ter se perdido do grupo e uma “super maré” a arrastou para dentro da mata. O animal está sem ferimentos e uma necropsia está sendo realizada nessa segunda-feira (25/02) para tentar determinar o exato motivo da morte do mamífero.

Necropsia está sendo realizada para tentar determinar exatamente a “causa mortis” do animal

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