‘Treinando’ · Notícias da TV



Depois de passar por uma traqueostomia, Maria Guilhermina segue em recuperação na UTI (Unidade de Terapia Intensiva). Com um problema raro no coração, a filha mais nova de Juliano Cazarré agora reaprende a respirar sem a ajuda de aparelhos.

A informação foi revelada pela mulher do artista, Letícia Cazarré, nesta quinta (10) nas redes sociais. “Se não for para dizer que é a minha cara, não precisa nem comentar. A bebê mais doce do mundo continua a se recuperar na UTI, agora treinando para voltar a respirar sozinha”, explicou ela.

Ela também agradeceu a corrente de fé pela recuperação da criança. “Obrigada pelas orações contentes de todos vocês”, acrescentou.

Maria Guilhermina tem quatro meses e nasceu com uma cardiopatia congênita rara conhecida como anomalia de Ebstein. Ela passou por uma cirurgia logo depois do parto para um reparo importante em uma das válvulas do coração.

A bebê posteriormente precisou de uma traqueostomia, que é uma abertura na parede da traqueia para facilitar a entrada de oxigênio.

Letícia e Juliano, que recentemente interpretou o peão Alcides em Pantanal (2022), ainda são pais de Vicente, de 11 anos; Inácio, de nove; Gaspar, de dois; e Maria Madalena, de um.

Veja:

Anomalia de Ebstein

A cardiopatia rara afeta um em cada dez mil bebês e pode causar problemas como arritmias e inchaços nas pernas. “A anomalia de Ebstein é uma malformação congênita de uma das válvulas do coração, a tricúspide. Nessa anomalia, pode ocorrer um mau funcionamento da válvula com refluxo de sangue e consequente dilatação do coração a longo prazo”, explica Caio Henrique, cardiologista e arritmologista pela Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas, ao Notícias da TV.

A válvula tricúspide é uma das responsáveis pelo controle do fluxo sanguíneo entre os átrios e os ventrículos, cavidades internas do coração. Segundo o profissional, na maioria dos casos o diagnóstico da anomalia é feito por meio do exame de ecocardiograma.

“Existe o tratamento cirúrgico para reparar a válvula defeituosa”, destaca Henrique. Contudo, pelo fato dessa malformação ocorrer durante o desenvolvimento do coração ao longo da gravidez, não existe uma forma de prevenção.





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