Mario Frias chama Rouanet de mamata, mas já quis captar R$ 700 mil pela lei · Notícias da TV



Apesar das críticas à Rouanet, Mario Frias já captou recursos pela Lei de Incentivo à Cultura. O ator solicitou R$ 284 mil, mas arrecadou apenas R$ 59,9 mil para a peça Dê Uma Chance ao Amor –em que atuou ao lado da ex-mulher Nívea Stelmann em 2003. Ele também já prospectou R$ 700 mil para a montagem de Rei dos Urubus em 2007, porém o projeto não saiu do papel.

Os projetos foram apresentados pela empresa Mercúrio Produções, da qual o ex-Malhação foi sócio, e que foi fechada em 2020. Ele, ao contrário de Regina Duarte, não teve as contas reprovadas e não precisou devolver os recursos. A informação foi revelada pelo jornal Folha de S. Paulo.

Em sua gestão à frente da Secretaria Especial de Cultura, Frias foi responsável pela reestruturação da Rouanet. Um dos pontos mais polêmicos foi a redução no limite para o pagamento do cachê de artistas solo para R$ 3 mil –numa queda de 93% em relação aos R$ 45 mil até então permitidos pela legislação.

Outro ponto que foi criticado por especialistas e técnicos na área foi a necessidade de aprovação prévia pela pasta para ações culturais realizadas por estados e municípios com recursos da lei.  

O principal argumento de Frias, na época, era destinar o recurso a artistas iniciantes no lugar de nomes já consagrados. Ele foi mais direto nas redes sociais, em que postou um vídeo com uma música a que dedicou aos “mamadores da Rouanet” em que parodiava a marchinha Mamãe, Eu Quero.

“Na Rouanet eu quero, na Rouanet eu quero, na Rouanet eu quero mamar, me dá dinheiro, me dá dinheiro porque se não vou chorar”, dizia a letra, em tom de escárnio.

Frias foi exonerado da Secretaria de Cultura depois de um ano e nove meses, sendo substituído por Hélio Ferraz de Oliveira. Ele atualmente se prepara para tentar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo nas eleições deste ano.

Regina Duarte tem de devolver R$ 300 mil

Regina Duarte terá que devolver R$ 319,6 mil aos cofres públicos após o Governo Federal reprovar a prestação de contas de um projeto da atriz financiado pela Lei Rouanet. O secretário especial da Cultura Hélio Ferraz, integrante do governo do presidente Jair Bolsonaro (PL), negou um recurso protocolado pela empresa da ex-funcionária da Globo.

A reprovação do recurso ocorreu na segunda (18), mas foi publicada no Diário Oficial da União na quinta. Assim, a prestação de contas da peça Coração Bazar, realizado pela empresa A Vida é Sonho Produções Artísticas, na qual Regina Duarte é sócia, segue rejeitada pelo governo.



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