Região acumula saldos positivos no Caged nos últimos 12 meses

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Desde o início da flexibilização, número total de admissões vem superando o de demissões nos municípios da região

Volta Redonda mantém o maior número de empregos formais e o saldo mais alto na geração de empregos
(Foto: Paulo Dimas)

Sul Fluminense – A flexibilização das atividades econômicas, que começou na maioria dos municípios do Médio Paraíba e da Costa Verde a partir de julho do ano passado. trouxe resultados positivos para o mercado de trabalho na região. Nos últimos doze meses, todos os  municípios tiveram mais admissões do que demissões, mostrando que a  tendência de recuperação é geral.

O saldo positivo total dos últimos doze meses em Angra dos Reis, Barra do Piraí, Barra Mansa, Itatiaia, Paraty, Pinheiral, Piraí, Porto Real, Quatis, Resende e Volta Redonda  chega a 14.186, o que representa a diferença entre as admissões e demissões ocorridas no período.

O maior saldo foi em Volta Redonda, com 4.533, seguida de Resende (2.720), Angra dos Reis (1.978) , Paraty (1.054), Barra do Piraí (1.025), Barra Mansa (996), Itatiaia (833), Piraí (333), Porto Real (266), Pinheiral (239) e Quatis (289).

No que se refere ao total de empregos formais, a maior quan tidade fica em Volta Redonda (71.219), seguida por Resende  (33.859), Barra Mansa (30.460), Angra dos Reis (28.353), Barra do Piraí (14.012), Itatiaia (7.599), Paraty (7.052), Piraí (6.875), Porto Real (6.610), Pinheiral (2.370) e Quatis (1.208).

 

No Brasil

 

O Brasil gerou 309.114 postos de trabalho em junho deste ano, resultado de 1.601.001 admissões e de 1.291.887 desligamentos de empregos com carteira assinada. No acumulado de 2021, o saldo positivo é de 1.536.717 novos trabalhadores no mercado formal. Os dados são do Ministério da Economia, que divulgou hoje (29) as Estatísticas Mensais do Emprego Formal, o Novo Caged.

O estoque de empregos formais no país, que é a quantidade total de vínculos celetistas ativos, chegou a 40.899.685, em junho, o que representa uma variação de 0,76% em relação ao mês anterior.

De acordo com o ministro da Economia, Paulo Guedes, é a primeira vez desde a crise de 2015 que o país ultrapassa o patamar de mais de 40 milhões de postos formais de trabalho. Ele acredita que a retomada da economia brasileira e o retorno seguro ao trabalho continuarão em ritmo acelerado com o avanço da vacinação da população contra covid-19, em especial nos setores de serviços e comércio, os mais afetados pelas medidas de enfrentamento à crise sanitária.

A próxima divulgação do Caged já deve acontecer sob o comando do ministro Onyx Lorenzoni, que vai assumir o Ministério do Trabalho e Previdência, que está sendo recriado. Guedes destacou que a equipe da Secretaria Especial de Previdência e Trabalho, que hoje está na Economia, seguirá o trabalho na nova pasta.

Segundo ele, o foco será a geração de oportunidades de trabalho aos jovens e formalização de cerca de 38 milhões de trabalhadores informais que hoje recebem o auxílio emergencial do governo. Em breve, ainda de acordo com Guedes, serão lançados novos programas, como o serviço social voluntário e os bônus de inclusão produtiva (BIP) e de incentivo à qualificação profissional (BIQ).

“Tememos muito o efeito cicatriz, que é a mutilação de uma geração em função de uma pandemia dessa, já no setor educacional, já temos esse receio no setor educacional. E queremos, então, acelerar a absorção desses jovens, seja com treinamento de qualificação profissional, seja com serviço social voluntário para que eles se preparem para o mercado formal de trabalho”, disse o ministro, durante coletiva virtual para divulgar os dados do Caged.

A expectativa é que o BIP e o BIQ gerem cerca de 2 milhões de empregos para jovens de 16 a 22 anos. As vagas deverão ser de meia jornada de trabalho, com bônus de meio salário mínino. Parte do bônus, o BIP, será pago inicialmente com dinheiro público e depois com recursos do Sistema S, e a outra parte, o BIQ, pago pelo empregador.





Fonte: Diário do Vale