Direção do Sindicato dos Metalúrgicos apresenta candidato à presidência

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Foto: Paulo Moreira
Jovelino lamenta que adversários estejam interferindo na negociação do acordo

Volta Redonda – A atual diretoria do Sindicato dos Metalúrgicos do Sul Fluminense apresentou, em entrevista exclusiva ao DIÁRIO DO VALE, seu candidato á sucessão do atual presidente Sílvio Campos, que não poderá se candidatar para um novo mandato, por causa das determinações do estatuto. O metalúrgico Jovelino José Juffo será o cabeça da chapa, já completa, que será registrada pelo grupo assim que começar o prazo de inscrições, previsto para o período de 24 a 30 de maio. As eleições serão nos dias 26 a 28 de julho.

Jovelino, que atualmente é diretor Jurídico do sindicato, abriu a entrevista afirmando que a interferência de grupos da oposição está prejudicando as negociações com a CSN e com outras empresas da base territorial:

— Eles estão apresentando sugestões completamente fora da realidade, com o objetivo de colocar a categoria contra seus representantes. Com isso, e com as ameaças de paralisação sem cumprirem os requisitos legais, só tumultuam o processo. Esquecem-se, convenientemente, de que o acordo anterior foi feito em pleno pico da pandemia, quando várias siderúrgicas fecharam altos-fornos e demitiram. Aqui em Volta Redonda, evitamos, com aquele acordo, que cerca de 1.600 pessoas que estavam afastadas do trabalho por serem do grupo de risco fossem dispensadas. Atualmente, esse grupo quer exigir uma espécie de compensação pela falta de reajuste salarial, mas esquece que esse acordo evitou que essas famílias perdessem sua fonte de renda. Esses grupos também apresentam o que seriam conquistas em outros locais, mas comparam bananas com laranjas. Criticaram recentemente o valor proposto como PLR   para uma montadora da região, comparando com outra do Paraná. Acontece que a empresa paranaense vende mais de quatro vezes a quantidade de veículos da montadora local, o que significa que seu lucro é bem maior. Se compararmos o valor pago por veículo vendido, veremos que aqui a distribuição de lucros e resultados é maior — dispara.

O candidato a presidente destacou, ainda, que o tumulto no processo de negociação é prejudicial não apenas para os metalúrgicos, mas para toda a cidade:

— O comércio depende da renda dos metalúrgicos para vender, e até a prefeitura precisa dos impostos pagos pelo comércio para prestar serviços à população. Assim, cada dia de atraso no fechamento desse acordo afeta a cidade inteira – afirma.

Jovelino afirmou ainda que, caso ganhe a eleição, vai dedicar atenção especial à recuperação financeira do sindicato.

— A reforma trabalhista reduziu consideravelmente a receita do sindicato. Assim, vamos procurar novas formas de oferecer vantagens aos sindicalizados, para que possamos atrair mais associados e ampliar a receita — declara.

 

Proposta

 

De acordo com Jovelino, a eleição que está sendo convocada no momento teria como resultado o ocupante de um mandato-tampão que iria até o dia 8 de setembro de 2022, sendo necessário novo pleito para escolher a direção para o período que vai até 8 de setembro de 2026. A intenção do sindicato é fazer um acordo judicial para que os eleitos assumam um mandato que duraria até 2026, evitando assim os custos com mais um processo eleitoral.

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Fonte: Diário do Vale