Cremerj, OAB e Defensoria Pública notificam Hospital São João Batista, em Volta Redonda

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Decisão foi tomada depois de uma fiscalização constatar irregularidades na unidade médica, referência também para outras cidades da região. Cremerj notifica Hospital São João Batista, em Volta Redonda, após identificar irregularidades
Reprodução
O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro, a Defensoria Pública do Estado e a OAb, Ordem dos Advogados do Brasil, notificaram o Hospital São João Batista, em Volta Redonda, no Sul do Rio. A medida foi tomada depois que uma fiscalização feita pelo Cremerj constatou irregularidades nas condições de trabalho dos profissionais.
De acordo com o delegado do Cremerj, Felipe Canavez, durante a fiscalização, foram identificados problemas no fluxo de pacientes com Covid-19. “Significa que não está tendo uma separação adequada entre os pacientes contaminados e os não contaminados. Então, aumenta a chance dos pacientes que estão no hospital por outro motivo serme contaminados, além dos profisisonais de saúde também”.
O representante da Comissão dse Direito Médico da Saúde da OAB, Antônio Lopes de Jesus, explicou que a notificação é para que os diretores e coordenadores da OS e a prefeitura, no seu papel fiscalizador, se justifiquem e rsolvam o problema. “A OAB vai fazer o seu papel institucional para cobrar dos responsáveis que isso seja resolvido o quanto antes”.
Na quinta-feira (23), um grupo de profissionais intensivista reclamou da falta de condições de trabalho na unidade. Segundo os funcionários, faltam materiais básicos para atendimentos, como Equipamentos de Proteção Individual (EPIs).
Segundo os médicos, os salários também estavam atrasados. Eles foram às redes sociais e ameaçaram deixar o hospital no início de agosto, caso os problemas não fossem resolvidos.
O Hospital São João Batista, referência também para outras cidades do Sul do Rio, é administrado pela Associação Filantrópica Nova Esperança (Anfe) desde o fim de 2019. Ela é responsável pelo repasse aos médicos.
O hospital também recebe pacientes com a Covid-19 e uma Unidade de Terapia Intensiva foi instalada exclusivamente para atender pacientes com a doença.
Em nota, a prefeitura de Volta Redonda informou que está em dia com os pagamentos da Organização Social e que está cobrando melhores condições de trabalho para os profissionais de saúde. Disse ainda que na terça-feira (28), a Secretaria de Saúde, a Organização Social e médicos da unidade tiveram uma reunião onde form expostas as dificuldades apuradas. Um plano de trabalho foi pactuado com o objetivo de melhorar pontos como a manutenção do corpo clínico, sem demissões na unidade.
A AFNE esclareceu em nota que desde o inídio da pandemia foram elaborados protocolos de atendimento para todos os setores do hospital.Porém , com a alta demanda de atendimento de pacientes suspeitos de Covid-19 e com a resistência de muitos pacientes em aceitar a reguçação para unidades referência, passaram a apresentar superlotação de diversos setores do hospital, sendo necessárias readequações frequentes tanto dos setores quanto de profisisonais.
Nota na íntegra da AFNE
Desde o início da Pandemia elaboramos protocolos de atendimento ao COVID -19 para todos os setores do hospital, treinamos as equipes multidisciplinares, bem como elaboramos fluxos de atendimento exclusivos, desenvolvidos em conjunto com as coordenações médicas de cada setor e a nossa Comissão Intrahospitalar de Controle de Infecções. Porém, com a alta demanda de atendimento de pacientes suspeitos de COVID -19 e com a resistência de muitos pacientes em aceitar a regulação para unidadesde referência para COVID19, passamos a apresentar superlotação de diversos setores do hospital, sendo necessárias readequações frequentes tanto de setores quanto de profissionais.
Sendo assim, o paciente após o acolhimento pelo técnico de enfermagem é encaminhado para a sala de espera deatendimento médico para sintomáticos respiratórios (EMERGÊNCIA COVID). Esta área isoladaconta com dois consultórios médicos exclusivose após identificado o nível de gravidade da doença são encaminhados parao setor adequado (UTI COVID ou ENFERMARIA COVID), ou liberados para tratamento domiciliar. Contamos com 01 médico plantonista para o atendimento exclusivo aos sintomáticos respiratórios (COVID) e 01 médico plantonista que atende aos casos não COVID.
Contamos com uma UTI COVID, localizada ao lado da Emergência, com10 leitos de terapia intensiva, equipados com monitores e ventiladores mecânicos, sendo 01 leito para estabilização dos casos mais graves assim que chegam ao hospital,que tem sido cuidada por 01 plantonista 24h, e com dois médicos rotina exclusivos, nos 7 dias da semana.
Lembramos que estes equipamentos, podem ser utilizados em outros setores do hospital conforme necessidade, o que pode ter sido identificado na visita técnica em questão, mas sem causar qualquer desassistência. Cabe ressaltar que temos mantido diálogo constante com a Coordenação da Urgência e Emergência assim como a Coordenação da UTI, e a medida de utilizar o médico mais experiente foi tomada em conjunto, pois num primeiro momento tínhamos uma baixa taxa de permanência dos leitos de UTI COVID.
Por conta da superlotação que passamos em alguns dias, passamos também a oferecer uma enfermaria exclusiva para pacientessuspeitos ou confirmados para COVID 19 no segundo andar, onde anteriormente funcionava nossa Clínica Médica.Dessa forma, nossaENFERMARIA COVIDé composta por 20leitos de enfermaria, contando com 05 médicos visitadores dedicados a ela, equipe de Enfermagem e Fisioterapia exclusivas.
Em relação aosEPI’stemos conseguido um volumesuficientepara garantir o funcionamento seguro do hospital, conforme NFs enviadas em anexo, que indicam que nossos estoques são regularmente reabastecidos.
Quanto ao possível intercruzamentode escalas, informamos que temos acompanhado as escalas de todos os setores e nenhum profissional médico cumpre duas ou mais funções no mesmo horário, porém temos profissionais que atuam em mais de um setor do hospital, em horários distintos.


Fonte: G1

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