As respostas de um astrofísico

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Tyson: A vida, a morte e o nosso lugar no Universo

“Respostas de um astrofísico” é mais um livro na extensa bibliografia do cientista Neil deGrasse Tyson. Só aqui no Brasil já saíram “Morte no buraco negro”, “Origens”,”Crônicas espaciais” e Star Talk. Esse último, profusamente ilustrado é baseado em um programa de entrevistas que Tyson apresenta nos EUA. Ele gosta de lembrar que nasceu no mesmo ano em que foi fundada a agência espacial americana Nasa. Ou seja, em 1959. Natural de Nova York, ele ficou fascinado pelo espaço sideral depois de uma visita ao planetário Hayden. O mesmo planetário do qual se tornaria diretor muitas décadas depois.

Tyson passou a vida tentando seguir os passos de seu ídolo, o também astrônomo Carl Sagan. Foi bem sucedido em parte. Ao contrário de Sagan ele não participou dos projetos de sondas espaciais para Marte. Mas acabou apresentando as séries “Cosmos: uma odisseia no espaço tempo” e “Cosmos: mundos possíveis”. Que são sucessoras do Cosmos original, que Sagan apresentou em 1980.

Em “Respostas de um astrofísico” editado no Brasil pela Record, Tyson tenta tirar as dúvidas dos leitores sobre vários temas, da cosmologia, ou seja a origem e o destino do Universo”, a busca de vida em outros mundos e chega a tocar em temas mais mundanos como religião e o racismo nos Estados Unidos. Na questão religiosa Tyson é cético mas não chega a ser tão radical quanto o Stephen Hawking, que achava que Deus não tinha mais lugar na visão moderna do Universo.

Um dos destaques do livro é a parte em que o autor explica como funciona o método científico. Que envolve a observação dos fenômenos, a criação de uma teoria para explica-los e o teste da teoria para verificar se ela esta correta. As vezes uma teoria é considerada correta durante décadas até ser substituída por uma explicação mais eficiente. É o que aconteceu com a gravidade, que foi considerada uma força por Isaac Newton, e depois passou a ser vista  como uma torção na estrutura do espaço tempo pela relatividade de Albert Einstein.

Superficial ou não, livros como este são essenciais nos tempos em que vivemos. Quando uma parte da humanidade vira as costas para a ciência com resultados frequentemente trágicos.

Por Jorge Luiz Calife

 





Fonte: Diário do Vale