Antonio Furtado participa de audiência pública sobre assassinatos em série

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Requerimento do parlamentar levou à discussão a maneira de agir das forças policiais e judiciais sobre a prática de assassinatos em sequência

Brasília – Homicida ativo é um termo muito utilizado pela polícia investigativa dos Estados Unidos, o FBI, e serve para caracterizar um ou mais indivíduos ativamente engajados em tentar ou matar pessoas em uma área povoada. Ação, normalmente, vista por lá, com atiradores que invadem escolas e boates e assassinam dezenas de pessoas. Essa prática tem crescido no Brasil, por esse motivo, chamou a atenção do deputado federal Delegado Antonio Furtado. Para debater o assunto e buscar maneiras de prevenir esse tipo de crime, o parlamentar, juntamente com o deputado Emanuel Pinheiro Neto (PTB/MT), solicitou a realização da audiência pública sobre o tema. O evento aconteceu, ontem (07/12), no plenário 14, na Câmara dos Deputados.
– Vemos a necessidade de nova legislação e protocolos policiais e civis para situações como a do homicídio ativo. As pessoas desconhecem essa potencial ameaça crescente no Brasil. Trazer esse debate para a Câmara é proporcionar uma conversa essencial e uma busca por soluções que possam trazer mais segurança para a população – destacou o deputado federal Delegado Antonio Furtado.
Estudos realizados nos Estados Unidos sobre como lidar com casos dessa proporção foram apresentados pelos participantes durante a audiência. O país americano é considerado referência nos protocolos contra ataques homicidas ativos.
– Infelizmente, podemos perceber que há aumento nesse tipo de crime. Precisamos incentivar a prevenção. Precisamos de uma margem de trabalho para evitar essas situações. Tratar o assunto como se aborda a pauta do suicídio: sem ter uma legislação com proibições, é entendido que não deve ser divulgado pela mídia para não incentivar outros casos. Esses homicidas ativos querem entrar para a história. Precisam que não sejam identificados para não serem referência para outros – destacou Guilherme Rodrigues de Sousa, agente de Polícia Legislativa da Câmara dos Deputados.
A criação de um plano de protocolo civil foi defendido por todos os participantes e considerado fácil de ser implementado. Com treinamento nas escolas, alunos e profissionais da educação estariam menos expostos caso um ataque aconteça.
– O protocolo civil ajuda a diminuir a exposição das vítimas. Treinamentos para conseguir retardar o lapso temporal do ataque podem dar tempo para a força policial chegar até o local e evitar mortes. São três ações necessárias e que podem salvar vidas: Evitar o encontro com o homicida fugindo do local se souber por onde ele está entrando; bloquear o acesso do criminoso caso não seja possível escapar ou não saiba o local onde ele se encontra; e defender-se do ataque. Essa última ação só deve ser realizada se o confronto acontecer e não houver como fugir. Fingir-se de morto já foi comprovado que não adianta. As atitudes certas podem ser treinadas e ajudar a salvar vidas – alertou Felipe Teixeira Gabriel, agente da Polícia Civil do Distrito Federal.

Foto: Assessoria de Imprensa
Furtado fala durante audiência pública





Fonte: Diário do Vale