Pufes são criados com garrafas pets e sobras de tecidos em Nova Friburgo | Renova Friburgo

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Se por um lado a reciclagem é uma das alternativas para evitar o acúmulo de lixo nos aterros sanitários, por outro o reaproveitamento pode se tornar uma atividade econômica que gera lucro. Na Oficina das ervas, em Nova Friburgo, Região Serrana do Rio, as artesãs transformam garrafas pets e resíduos têxteis em pufes, que são vendidos em um ateliê da região conhecida como Galdinópolis, em Lumiar.

Na oficina, quatro artesãs são responsáveis por transformar resíduos têxteis em novos produtos. O espaço recebe sobras de tecidos de duas confecções da cidade: Monthal e Amandelle. As artesãs produzem também tapetes, necessaires e almofadas.

Para a produção de capa pufe são usadas 24 garrafas pets — Foto: Divulgação Oficina das Ervas

O processo de criação dos pufes é simples, como explica a artesã Maria Cristina Frez Ledo: “A primeira etapa é conseguir as garrafas pets, lavá-las e deixá-las secar”. De acordo com ela, os próprios vizinhos doam este material para a oficina. Para cada pufe são usadas 24 garrafas.

Depois dos lados igualados as garrafas são colocadas em fileiras — Foto: Divulgação Oficina das Ervas

A segunda etapa é cortar as bases das garrafas e colocar nas pontas das outras para igualar os lados (conforme a foto). Depois disso, as garrafas são colocadas juntas em 5 fileiras, sendo a primeira e a última com 3 garrafas e as do meio com quatro. Todas são bem amarradas com as sobras de tecidos e com uma fita adesiva resistente.

As garrafas são bem amarradas com retalhos doados pelas confecções e fita adesiva — Foto: Divulgação Oficina das Ervas

A próxima fase é envolver as garrafas com acrilon e retalhos dos lados, na parte de cima e de baixo para deixar o pufe bem macio e confortável. Em seguida, Maria Cristina conta que são colocadas as capas de algodão cru e por cima a capa de tear feita com os retalhos.

Capa de tear feita com sobras de tecidos dá um toque personalizado para os pufes — Foto: Divulgação Oficina das Ervas

As capas possuem um fecho na parte inferior que possibilita que sejam retiradas para lavar. Maria Cristina explica que quem não trabalha com esse tipo de técnica (o tear), também pode usar outros tecidos para fazer a capa.

“Nós começamos a fazer os pufes depois que vimos várias Ongs fazendo. Porém, adaptamos para o nosso tipo de trabalho que é o tear, mas a capa também pode ser feita com algodão, trançado, lona. Isso vai da criatividade de cada um”, explica.

Os pufes medem 45cm x 35 cm e são vendidos a R$ 75 cada. O trabalho de criação de um pufe reciclado leva cerca de 1 dia e meio, mas, segundo a artesã, vale a pena porque os produtos são personalizados. “Cada um é diferente do outro devido à reciclagem”, afirma.

As confecções que tiverem interesse em fazer a doação de resíduos têxteis para a oficina podem entrar em contato pelo número: (22) 99821-1031 ou pelo perfil do Instagram Oficina das ervas.



Fonte: G1

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