Projeto cria móveis com retalhos e busca parceiros para alavancar prática sustentável | Renova Friburgo

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Um projeto idealizado pela Monthal, confecção de moda íntima e pijamas em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, transforma sobras de microfibra em peças de mobiliário. A ideia surgiu a partir da preocupação da empresa com questões relacionadas ao descarte dos resíduos têxteis e se mostrou como uma alternativa de reaproveitamento dos retalhos menores que eram de difícil aplicação em outras formas de reciclagem.

A iniciativa deu tão certo que um dos bancos feito com retalhos ganhou destaque no Museu de Artes de São Paulo (MASP) em 2017. Na época, foi classificado entre os 10 melhores de 700 produtos de todo o país. E o projeto tem grande potencial para ser ampliado contribuindo ainda mais para a sustentabilidade.

Segundo o gerente de produção, planejamento e desenvolvimento da Monthal, Felipe de Souza e Silva, além dos bancos podem ser criadas tampas e portas, entre outros produtos, a partir dos resíduos. Mas, para que isso aconteça a Monthal precisa de empresas parceiras que queiram embarcar nesse projeto.

“Gostaria muito de ver uma empresa de arquitetura disposta a experimentar o material. Seria um grande case para ambas”, diz Felipe. De acordo com ele, o projeto também poderia ganhar um gás se fosse feito em parceria com marcas ligadas ao setor de Construção Civil e que atuem na área de revestimentos. Essas empresas podem encontrar nos retalhos a matéria-prima que oferece diferencial para o design das peças.

Sobras de microfibra agregadas a resina formam placas rígidas que podem ser usadas nos assentos dos bancos — Foto: Divulgação Monthal

No processo de reciclagem dos bancos, é feita a composição do tecido com uma resina que cura a quente e proporciona uma matéria-prima rígida – as placas que viram os assentos dos bancos.

A ideia de transformar os resíduos em mobiliário surgiu enquanto Felipe estava cursando a pós-graduação em Engenharia de Produção. “Sempre tive grande apego por estas questões ambientais. Quando ingressei no curso um dos meus objetivos era reduzir o impacto que as sobras dos retalhos de tecidos e roupas geram quando descartadas no meio ambiente”, disse.

A iniciativa de transformar os retalhos faz parte de um projeto maior da Monthal, o Reboard, que busca estimular a produção de novos objetos a partir dos retalhos que eram considerados lixo. Além dos bancos, a empresa também tem uma coleção de acessórios feitos com sobras de microfibra em parceria com a marca Zóia.

Reciclagem dos resíduos têxteis dá origem a novos produtos — Foto: Divulgação Monthal

A diretora-executiva da empresa, Eleonora Erthal, conta que o objetivo inicial era de que as sobras de tecidos agregadas com a resina ganhassem uma nova utilidade e o destaque do banco no MASP foi uma surpresa. “Fizemos os bancos apenas com a ideia de reaproveitamento. A gente trabalha há alguns anos muito preocupados com nosso material que sobra dentro da Monthal, mas não esperávamos esse destaque”, disse.

Eleonora já chegou a buscar algumas empresas para a parceria, mas ainda não teve êxito. Por acreditar na importância dessa iniciativa para o meio ambiente e também para a economia, a Monthal se coloca à disposição para apresentar o projeto para empresas interessadas em contribuir com a ideia.

O contato pode ser feito pelos telefones: (22) 99203-6692 ou (22) 2566-2230. Também é possível fazer o contato pelo site www.monthal.com.br.

Projeto sustentável busca diminuir o descarte dos resíduos da confecção — Foto: Divulgação Monthal



Fonte: G1

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