Polícia conclui inquérito sobre ‘vacina de vento’ em Petrópolis e pede ao MP arquivamento do caso | Região Serrana

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A ação foi gravada em vídeo pelo filho da idosa.

De acordo com a polícia, pelas imagens, foram concluídas duas hipóteses: que houve imperícia e o desperdício acidental de dose. Diante da falta de indícios de que houve má-fé da profissional, a polícia pediu ao Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro o arquivamento do procedimento investigativo até que surjam novos fatos e ou novos elementos que justifiquem o seu desarquivamento.

Na época, a profissional foi ouvida pela Secretaria de Saúde e disse que não percebeu que a seringa estava vazia.

O delegado da 105ª DP responsável pelo caso, João Valentim, falou sobre o momento registrado em vídeo.

“O filho da idosa diz que viu um pouco de líquido saindo da seringa, quando ela [a profissional] tentou tirar a capa de proteção da seringa, da primeira vez. E o próprio filho da idosa acredita que não tenha havido má-fé. Então, se havia líquido da primeira vez, tudo indica que houve, na verdade, um acidente e um desperdício da dose, por imperícia”, disse o delegado.

Idosa recebeu dose de ar em vez de vacina contra a Covid-19 na cidade da Região Serrana do Rio — Foto: Reprodução Inter TV

O delegado disse ainda que, para ser desviada, a dose teria que ser alocada em outro recipiente e não é possível ver isso em nenhum momento nas imagens.

“Ainda que, por ventura, tenha havido subtração da dose, não temos prova nenhuma disso. Não tem elemento pra afirmar porque as imagens não são concludentes. Ela [a profissional] fala que não reparou que não tinha dose, acreditava que tinha, não sabe dizer o que aconteceu”, afirmou Valentim.

Em fevereiro, quando o caso aconteceu, a Prefeitura comunicou a polícia e auxiliou em todos os atos de investigação, com bastante transparência, segundo o delegado. De acordo com a polícia, tudo indica que a prefeitura está seguindo os protocolos perfeitamente, e que, de fato, o que pareceu foi imperícia por parte de uma técnica.

A Polícia Civil disse que não constatou nenhum tipo de ausência de protocolos na vacinação em Petrópolis.

Quais são os próximos passos?

Pelo relatório final do inquérito da Polícia Civil, a profissional não responderá criminalmente.

Agora, o documento foi enviado para o MPRJ. Se o MP concordar em arquivar, o documento é encaminhado para a Justiça, para manifestação do juiz em uma das duas varas criminais de Petrópolis.

O Conselho Regional de Enfermagem do Rio de Janeiro também abriu um procedimento para investigar o caso. O G1 entrou em contato com o Coren-RJ para saber como está o andamento do caso investigado pelo Conselho e se a profissional será penalizada de alguma forma, mesmo que por imperícia.

O G1 entrou em contato com o MPRJ para saber se o órgão já foi notificado e se o procedimento será arquivado e aguarda o retorno.



Fonte: G1

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