MPRJ investiga suposto desvio de mais de R$ 3 milhões de hospital particular em Petrópolis

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MPRJ investiga suposto desvio de mais de R$ 3 milhões de hospital particular em PetrópolisO Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) está investigando um suposto esquema de desvio de dinheiro em um hospital particular de Petrópolis, na Região Serrana do Rio. Nesta quinta-feira (08/07), o Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP cumpriu dois mandados de busca e apreensão contra o ex-sócio da unidade, suspeito de cometer o crime.

Segundo a denúncia, Alexandre Gonçalves Pessurno era sócio do Hospital Clínico de Corrêas (HCC) e teria desviado mais de R$ 3 milhões do hospital para outra unidade de saúde, o Hospital Nossa Senhora Aparecida (HNSA), que é administrado pelo filho.

As investigações do MPRJ também apuram denúncias de que Alexandre Pessurno teria utilizado as instalações do HCC para lavar peças de roupas hospitalares do Hospital Nossa Senhora Aparecida e da Casa de Saúde Santa Mônica (CSSM).

Além destas acusações, as autoridades investigam se houve remessa indevida de alimentos do Hospital Clínico de Corrêas para outras unidades de saúde e se recursos do HCC foram utilizados para pagamento de salário de funcionários do Hospital Nossa Senhora Aparecida e da Casa de Saúde Santa Mônica.

Segundo o MPRJ, as investigações levam a crer que Alexandre Pessurno estaria se aproveitando das instalações e recursos do Hospital Clínico de Corrêas para benefício próprio, sem as devidas contrapartidas.

A secretaria de saúde de Petrópolis afirmou, em nota, que está acompanhando as investigações, para garantir e preservar o atendimento aos pacientes do município.

A advogada do HCC, Rosângela Oliveira Magalhães, afirmou que o hospital foi vítima de uma má gestão sistemática por anos e que o atual diretor e sócio da unidade, Marcos Paulo Vianna Cordeiro, foi enganado pelo ex-sócio do hospital.

A defesa de Alexandre Pessurno afirmou que as acusações são infundadas e que o cliente provará sua inocência na Justiça. A reportagem pediu um posicionamento das direções do Hospital Nossa Senhora Aparecida e da Casa de Saúde Santa Mônica, mas não teve resposta até a última atualização desta matéria.

Fonte: G1