Máscaras e portas álcool em gel são criados com retalhos em Nova Friburgo | Renova Friburgo

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A pandemia da covid-19 trouxe novos artigos para o uso diário. Há um ano era impossível imaginar que usar máscaras seria parte da rotina da população sendo uma das maneiras de prevenir o contágio pelo novo coronavírus. Pensando nisso e agregando com práticas de sustentabilidade é possível transformar as sobras de tecidos de confecções em máscaras e até em porta álcool em gel, por exemplo. Ambos por meio de técnicas como o upcycling, que é a reutilização criativa.

Porta álcool em gel foi um dos produtos que ganhou vida a partir de retalhos da CCM — Foto: Divulgação CCM

A ideia de criar produtos a partir dos resíduos têxteis faz com que eles ganhem nova utilidade aliando assim a preocupação com o meio ambiente, evitando o desperdício desses retalhos, com uma prática social que é incentivar a proteção de cada indivíduo para o uso das máscaras e do álcool nesse “novo normal” imposto pela pandemia.

Uma das confecções que adotou a técnica para o reaproveitamento em Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, foi a CCM, especializada em roupas de academia. A empresa já incentiva o upcycling estimulando as costureiras a transformarem os retalhos em novos produtos.

As máscaras e os portas álcool em gel foram criados neste ano, mas antes disso a fábrica já produzia saquinhos com os retalhos – uma espécie de necessaire com design diferenciado que serve como porta bijuterias, por exemplo. Outro produto criado dentro da empresa com as sobras dos tecidos são os lenços para o cabelo.

Confecção investe na produção de lenços para o cabelo como forma de reaproveitar os resíduos têxteis — Foto: Divulgação CCM

Além do upcycling, a marca tem uma preocupação ainda maior com o meio ambiente. Por isso, adotou na confecção a utilização de tecidos biodegradáveis, que se decompõem com maior facilidade na natureza. “Entendemos a necessidade de toda essa cadeia produtiva e que a gente precisa cuidar mais do planeta. Além dos tecidos biodegradáveis também usamos o skin fit que é de fácil secagem e que não precisa passar, provocando assim menor consumo de energia elétrica”.

Embora a maior parte dos resíduos têxteis seja reutilizada dentro da CCM, a transformação não dá vazão para reaproveitar todos os resíduos. Sendo assim, a confecção também utiliza a coleta seletiva, que é responsável por fazer o descarte de maneira correta do ponto de vista ambiental. “Somos responsáveis por todo resíduo que é produzido dentro da empresa”, disse Kenia.

CCM adota práticas de Upcycling e transforma os resíduos em novos produtos — Foto: Divulgação CCM

De acordo com um censo feito pelo Projeto Renova apenas 17% das indústrias da cidade fazem o descarte em coleta especializada. A maioria – 67% – descarta os resíduos em lixo comum.



Fonte: G1

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