Escola de Música Santa Cecília fecha parceria com a Editora Vozes

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Janine Meirelles, presidente da Escola de Música Santa Cecília

A Escola de Música Santa Cecília firmou mais uma parceria, desta vez, com a Editora Vozes. Todos os funcionários terão desconto de 10% em cursos oferecidos pela EMSC.

O convênio é válido para aulas de instrumentos musicais, como bateria, baixo, guitarra, sax, piano, violão erudito, violão popular, violino, além de técnica vocal, teoria musical, prática em conjunto e musicalização infantil. Dentro do campo das artes, a EMSC tem também cursos de teatro e o Projeto Arte Plena, com curso de canto, teatro e dança para pessoas acima dos 50 anos. O desconto é estendido ainda para os familiares de primeiro grau dos colaboradores da Editora Vozes.

“Recebemos a proposta da Escola de Música Santa Cecília e ficamos muito felizes com a possibilidade de gerar valor para os nossos funcionários e, mais do que isso, incentivar a cultura entre os nossos colaboradores, em total alinhamento com os nossos valores”, destacou Ananisa de Souza, gestora de Rh da Editora Vozes.

Os interessados em fazer parte de quaisquer um dos cursos oferecidos pela EMSC, bastam comparecer com documento de identidade e comprovação de que são funcionários da Editora. No caso dos parentes diretos, será necessário documento que comprove o vínculo. “Estamos muito felizes em poder contar com mais um parceiro e mais especial ainda por ser a Editora Vozes que, assim como a Escola de Música Santa Cecília, tem uma história de contribuição importantíssima no contexto cultural de Petrópolis”, finalizou Janine Meirelles, presidente da Escola de Música Santa Cecília.

SOBRE A ESCOLA DE MÚSICA SANTA CECÍLIA

A Escola de Música Santa Cecília, foi fundada em 16 de Fevereiro de 1893, pelo professor de música João Paulo Carneiro Pinto, pernambucano talentoso e músico conhecido por sua excelência, atestada por uma das suas premiações, a “Medalha de Ouro” do Conservatório de Música do Rio de Janeiro. O professor, trazido para Petrópolis pela Família do Barão Araujo, que venerava Petrópolis, assim como outras tantas famílias que tinham a cidade como refúgio do calor e dos problemas de saúde que enfrentavam na então capital do Brasil, Rio de Janeiro.

Além disso, com a industrialização, na última década do século XIX, Petrópolis atraiu trabalhadores do exterior, como também de todo país, estabelecendo uma união estreita da cidade com os mineiros imigrantes, através do trem de ferro. A República, recém instaurada, sofria pressões políticas, e a Revolta da Armada contra o governo de Floriano Peixoto feria a paz, estando decidida a mudança da capital do Estado do Rio de Janeiro para Petrópolis. Os verões alegres da cidade, a tranquilidade, o ambiente saudável, a garantia de emprego, tornaram-se atrativos para uma nova população que pouco a pouco integrou-se aos colonos alemães.

Por causa de toda esta ebulição, o músico João Paulo Carneiro Pinto, abandonou a vida carioca, fixou residência em Petrópolis, onde inaugurou um ensino de música para 34 crianças bem dotadas musicalmente e, principalmente, sem recursos, na escola que leva o nome da padroeira da música, Santa Cecília. Passando de um prédio a outro de doações e subvenções do poder público e do empresariado, a Escola foi inicialmente acolhida no Hotel Bragança, que nada cobrava do maestro.

A escola de Paulo Carneiro tornou-se presença obrigatória em toda a vida cultural e festiva de Petrópolis, não só pelo ensino como pela orquestra, participante efetiva de todas as festividades públicas e particulares. A extraordinária e muito respeitada figura do maestro foi presença marcante na vida petropolitana. Ao falecer, a 10 de Setembro de 1923, seu último pedido a amigos e devotados auxiliares: Não deixem morrer a minha Escola!

Na manhã de 23 de Setembro de 1923 reuniram-se esses amigos com Sanctino Carneiro, filho do maestro, que abriu mão de todos os bens do pai – representados por instrumentos musicais e a própria escola – iniciando a organização da sociedade civil, hoje conhecida como a Escola de Música Santa Cecília.

De prédio em prédio, a sociedade adquiriu, por fim, uma pequenina casa na rua Marechal Deodoro, número 192, esquina da Rua Marechal Deodoro com a Rua General Osorio, onde se instalou com cursos musicais, abrindo seu salão para atividades artísticas em geral, que abrigavam também um cine-teatro. Graças a uma campanha sólida de arrecadação junto à população petropolitana, em 1950 o pequeno prédio foi demolido e as obras começaram. Durante o período de construção, a escola funcionou no Palácio de Cristal. Cinco anos depois, em 1955 foram inaugurados o Edifício Paulo Carneiro e o Teatro Santa Cecília, consolidando o sonho do Maestro Paulo Caneiro.

Esta ano, a Escola de Música Santa Cecília comemorou 129 anos de existência. Dentre as centenas de alunos, professores e dirigentes, que passaram por seus bancos escolares e administrativos, destacam-se três notáveis personalidades musicais, todos petropolitanos natos, representantes de três fases da Escola: da primeira (século XIX), a pianista Magdalena Tagliaferro, aluna do maestro Paulo Carneiro; da segunda (primeira metade do século XX), o maestro, pesquisador e compositor César Guerra-Peixe; e da terceira (segunda metade do século XX), o maestro, compositor e pesquisador Ernani Aguiar.

Mais informações podem ser obtidas na Escola de Música Santa Cecília, localizada à Rua General Osório, 192, Centro, por meio do telefone (24) 2242-2191, do WhatsApp (24) 9 8823-8811 no Instagram: @emusicasantacecilia (https://www.instagram.com/emusicasantacecilia/) ou ainda no Facebook: @santaceciliapetropolis (https://www.facebook.com/santaceciliapetropolis).

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Todas as nossas reportagens estão em constante atualização. Quem entender (pessoas físicas, jurídicas ou instituições) que tem o direito de resposta acerca de quaisquer de nossas publicações, por ter sido citado ou relacionado a qualquer tema, pode enviar e-mail a qualquer momento para [email protected]

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  • Fonte: Comunicação Livre
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