Eleitores de Rio, São Gonçalo, Meriti, Petrópolis e Campos voltam às urnas neste domingo | Eleições 2020 no Rio de Janeiro

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Metade do eleitorado fluminense volta às urnas neste domingo (29) para o segundo turno das eleições municipais no RJ.

São cerca de 6,5 milhões de pessoas esperadas nas zonas eleitorais de cinco cidades.

Além da capital, São Gonçalo e São João de Meriti, na Região Metropolitana; Petrópolis, na Região Serrana; e Campos dos Goytacazes, no Norte Fluminense, decidem quem será o próximo prefeito neste domingo.

As adaptações no primeiro turno, para a prevenção da Covid-19, ainda estão valendo. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reforça que é preciso ficar atento a sintomas. Portanto, se o eleitor apresentar febre, não deve sair de casa.

Mesmo que o eleitor tenha faltado no dia 15, pode votar neste domingo — basta comparecer à seção eleitoral.

Nesta reportagem, você encontra:

  1. Os ajustes da Justiça Eleitoral para evitar a Covid-19;
  2. O passo a passo para uma votação segura;
  3. As ferramentas do G1 neste segundo turno;
  4. Quem está na reta final da corrida para a Prefeitura do Rio;
  5. Um resumo do último debate na capital;
  6. As demais disputas no RJ.

Eleição na pandemia: dicas para votar em segurança

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As seções eleitorais voltam a abrir uma hora mais cedo, das 7h às 17h. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) recomenda que as primeiras horas da manhã (das 7h às 10h) sejam preferenciais para eleitores idosos — mas qualquer um pode votar nesse horário.

O uso de máscara é obrigatório. Quem chegar ao local de votação com o rosto descoberto poderá ser barrado na entrada. O eleitor deverá passar álcool em gel nas mãos antes e depois de votar.

Apenas em caso de dúvida na hora da identificação, o mesário poderá, excepcionalmente, pedir ao eleitor para se afastar dois passos para trás e abaixar a máscara brevemente, evitando se comunicar por esse tempo, apenas para o reconhecimento facial.

O TSE recomenda aos eleitores que levem a própria caneta para assinar o caderno de votações e que o eleitor permaneça pelo tempo mínimo necessário na seção.

Também por causa do coronavírus, não haverá identificação biométrica nas eleições deste ano.

Veja o que se pode ou não fazer nas eleições municipais em meio à pandemia

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2. Passo a passo de uma votação segura

O TSE elaborou um passo a passo para o eleitor.

  1. Entre na seção eleitoral e fique na frente da mesa;
  2. Mostre seu documento oficial com foto em direção ao mesário;
  3. Após o mesário ler em voz alta o seu nome, confirme que é você;
  4. Guarde o documento;
  5. Limpe as mãos com álcool em gel;
  6. Assine o caderno de votação;
  7. Se precisar do comprovante de votação, solicite ao mesário;
  8. Quando a urna for liberada, dirija-se à cabine de votação;
  9. Digite os números dos candidatos;
  10. Na saída, limpe as mãos com o álcool em gel novamente.

O G1 preparou uma ferramenta para ajudar o eleitor a escolher seu candidato. O Jogo Eleitoral volta para o segundo turno com novas perguntas, às quais Eduardo Paes (DEM) e Marcelo Crivella (Republicanos) responderam — e comentaram.

Foram elaboradas 10 afirmações levando em conta os temas mais importantes para a cidade. Cada candidato pôde mostrar seu nível de concordância com elas escolhendo uma das quatro opções: “discordo totalmente”, “discordo parcialmente”, “concordo parcialmente” e “concordo totalmente”.

O eleitor, por sua vez, responde às mesmas questões. Cada resposta dada pelo candidato (e pelo eleitor) tem um número: discordo totalmente (1), discordo parcialmente (2), concordo parcialmente (4) e concordo totalmente (5). A página calcula a diferença entre o número da resposta de cada candidato e o do eleitor.

Todos os pontos (as diferenças entre as respostas do eleitor e as dos candidatos) são somados. O candidato que apresentar o menor número de pontos é aquele cujas respostas mais se aproximam das do eleitor.

Na página Da Boca do Candidato, é possível ver algumas das principais frases ditas pelos candidatos durante a campanha.

Dos 14 candidatos que disputaram a Prefeitura do Rio, estão no páreo o atual prefeito, Marcelo Crivella (Republicanos), e o seu antecessor, Eduardo Paes (Democratas).

A seguir, em ordem alfabética, conheça os candidatos.

Crivella votou no 1º turno em um colégio na Barra da Tijuca — Foto: Reprodução/TV Globo

Atual prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella tem o apoio de outros seis partidos na coligação: Patriota, Progressistas, Solidariedade, Podemos, PTC e PRTB.

Crivella é carioca e tem 62 anos – nasceu em 9 de outubro de 1957. É bispo licenciado da Igreja Universal do Reino de Deus (Iurd), cantor gospel e engenheiro civil.

Foi eleito em 2002 para Senado pela primeira vez, pelo antigo PL, atual PR. Foi reeleito em 2010, já pelo PRB, partido que ajudou a fundar. Foi ministro da Pesca e Aquicultura entre 2012 e 2014 no Governo Dilma.

Voltou ao Senado e pediu licença do cargo para concorrer à prefeitura pela terceira vez, após duas derrotas em 2004 e 2008. Em 2016, venceu a eleição no segundo turno contra Marcelo Freixo. Atualmente, está no partido Republicanos.

Sua vice é a tenente-coronel Andréa Firmo.

No plano de governo, Crivela propõe, na área da economia, instituir o Banco Carioca de Fomento, em parceria com o BNDES, para oferecer linhas de microcrédito para os pequenos empreendedores e injetar recursos no financiamento de empreendimentos sustentáveis, socialmente responsáveis e com impacto comunitário.

O candidato pretende também atrair empresas privadas para o Rio, oferecendo concessões de espaços ociosos que pertençam ao município.

O plano sugere a criação de 100 mil novos empregos diretos com investimentos em obras de infraestrutura, mediante convênios com governo federal. Obras de saneamento básico e para a despoluição de lagoas e rios são prioridades.

Na saúde, o planejamento é ampliar o número de leitos de UTI adulto em 50%, passando de 178 para 277 unidades de tratamento intensivo.

O plano fala ainda em transformar o Hospital Ronaldo Gazolla, na Zona Norte, em um Complexo Especializado em Saúde para atendimento na área de assistência hospitalar e ambulatorial eletiva em múltiplas especialidades e na área de ensino e pesquisa.

  • Patrimônio declarado: R$ 665.634,27
  • Votação no 1º turno: 576.825, ou 21,9% dos válidos

Eduardo Paes (Democratas)

Candidato Eduardo Paes votou em seção eleitoral em São Conrado — Foto: Marcos Serra Lima / G1

Bacharel em direito, Eduardo Paes, 50 anos, ingressou na política em 1996, quando foi eleito vereador pelo Partido da Frente Liberal. Em 1998, ele foi eleito deputado federal.

Três anos depois, ele foi nomeado secretário do Meio Ambiente da cidade do Rio de Janeiro durante a gestão do ex-prefeito Cesar Maia e em 2002 foi reeleito deputado federal.

Em 2006, Paes concorreu ao governo do Rio de Janeiro, mas perdeu a eleição. Dois anos depois, em 2008, ele venceu à disputa para a Prefeitura do Rio e em 2012 foi reeleito no primeiro turno com 64% dos votos.

O candidato a vice-prefeito na chapa é Nilton Caldeira, que é um dos fundadores do Partido Liberal (PL).

No seu plano de governo, Paes lista 12 objetivos centrais, como a restauração da qualidade de serviços básicos: saúde, educação e transportes. A recuperação da situação financeira passa pelo pagamento dos salários em dia e “a retomada dos sistemas de meritocracia”.

O programa objetiva melhorar a qualificação de guardas municipais para que atuem em defesa da integridade física e patrimonial, principalmente em áreas comerciais e movimentadas.

O candidato cita também a redução dos níveis de pobreza, ampliando o programa Cartão Família Carioca, e a priorização de investimentos sociais em locais pobres para melhorar a qualidade dos serviços públicos.

  • Patrimônio declarado: R$ 478.358,42
  • Votação no 1º turno: 974.804, ou 37,01% dos válidos

Crivella (Republicanos) e Paes (DEM) no estúdio da TV Globo no Rio — Foto: Marcos Serra Lima/G1

5. O último debate entre Crivella e Paes

Eduardo Paes e Crivella participaram, na noite desta sexta-feira (27) do último debate das eleições 2020 no Rio, realizado pela TV Globo.

Ao longo de uma hora e seis minutos, os candidatos discutiram propostas, mas também insistiram em ataques, que levaram a cinco direitos de resposta concedidos pela direção do programa.

Assista à íntegra do debate:

Debate Eleições 2020 - Rio de Janeiro - Íntegra

Debate Eleições 2020 – Rio de Janeiro – Íntegra

Também voltam às urnas neste domingo eleitores de São Gonçalo, São João de Meriti, Petrópolis e Campos dos Goytacazes.

Em São Gonçalo, o segundo colégio eleitoral do RJ, a disputa é entre Dimas Gadelha (PT) e Capitão Nelson (Avante). No primeiro turno, o petista teve 117.346 votos, ou 31,36% dos válidos, contra 85.399 (22,82%) do segundo colocado.

Blindado da PM foi mobilizado para Meriti — Foto: Reprodução/TV Globo

Na Baixada Fluminense, somente São João de Meriti foi para o segundo turno. Lá, concorrem o atual prefeito, Dr. João (DEM), e o deputado estadual Léo Vieira (PSC).

No primeiro turno, o prefeito teve 71.730 votos (32,27% dos válidos), ante 43.499 de Leo Vieira (19,57%).

A eleição em Meriti terá policiamento reforçado. Uma força-tarefa das polícias Civil e Militar atua desde quarta-feira (25), e até um blindado foi mobilizado.

Os candidatos, que trocam acusações sobre alianças com criminosos, foram convocados pelo TRE para uma “reprimenda”.

Funciona Assim: O que faz o prefeito?

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No interior do RJ, duas cidades têm votação neste domingo.

Em Petrópolis, na Região Serrana, Rubens Bomtempo (PSB) e Bernardo Rossi (PL) decidem o segundo turno.

Bomtempo chega com 39.093 votos (27,37%), e Rossi recebeu 23.923 (16,75%).

Em Campos, no Norte do RJ, Wladimir Garotinho (PSD) e Caio Vianna (PDT) chegam ao segundo turno.

Wladimir teve 106.526 votos (42,94%), enquanto Caio recebeu 68.732 (27,71%).

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Fonte: G1