Dez anos após tragédia, famílias da Região Serrana do RJ ainda esperam por unidades habitacionais | Região Serrana

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Dez anos após a tragédia na Região Serrana do Rio, muitas famílias que perderam suas casas em janeiro de 2011 ainda esperam por uma moradia de programas habitacionais. De acordo com um levantamento do Governo do Estado, só em dezembro de 2020, quase 900 pessoas, de seis das sete cidades afetadas pela catástrofe, receberam o aluguel social, que varia entre R$ 400 e R$ 500.

A moradora de São José do Vale do Rio Preto, Marcela Diniz, é vítima da tragédia de 2011, faz parte da Comissão das Vítimas da Tragédia da Região Serrana e representa um grupo de 95 famílias rio-pretanas que estão à espera de uma unidade habitacional.

Em entrevista ao Jornal Hoje, Marcela conta que o terreno doado pela Prefeitura para a construção do conjunto habitacional está abandonado e se transformando em um local de descarte irregular de lixo.

“A Prefeitura fez a doação do terreno, que hoje está virando um lixão. Era uma exigência que tivesse uma ponte pra que pudesse atravessar o material de construção do conjunto habitacional, que nunca foi implantado nem um canteiro de obras. A ponte foi feita, uma ponte pra inglês ver, e as famílias estão aguardando as unidades habitacionais”, afirmou Marcela.

Apesar do aluguel social ser pago para quase 900 pessoas, de acordo com Marcela, o número de famílias da Região Serrana que ainda aguardam por uma moradia ultrapassa as 2 mil.

O G1 questionou o Governo do Estado sobre essa diferença nos números e aguarda um posicionamento.

De acordo com o governo estadual, no primeiro semestre de 2021, serão entregues as obras de um conjunto habitacional com 153 unidades em Areal. “Também será solicitado ao Governo Federal recursos para novas licitações para a construção de 330 imóveis em Petrópolis, 120 em São José do Rio Preto e 128 em Sumidouro. A expectativa de investimento é de R$ 76 milhões, com recursos também da União”, afirmou o governo.

Desde 2011, 4.219 unidades habitacionais foram entregues na Região Serrana: 2.337 em Nova Friburgo; 1.600 em Teresópolis; 50 em Petrópolis; 222 em Bom Jardim; e 10 em São José do Vale do Rio Preto; segundo o Estado.

Outras 2.911 famílias que moravam em áreas atingidas pela chuva foram reassentadas.



Fonte: G1

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