Bombeiros resgatam tatu-bola escondido em quintal de casa em Petrópolis

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Caso ocorreu no bairro Castelânea. Animal estava bem e foi devolvido à natureza.
Tatu-bola ficou escondido e com medo dos cachorros, que latiram a noite toda, segundo os moradores da casa em Petrópolis, no RJ
Graziela Paoni/Arquivo pessoal
Um tatu-bola foi resgatado por bombeiros no bairro Castelânea, em Petrópolis, Região Serrana do Rio, na tarde deste sábado (28).
Segundo o comandante do 15º GBM, Gil Kempers, o animal estava escondido embaixo de um carro quando foi retirado pelos militares.
De acordo com Euza Nascimento Silva, proprietária do imóvel, o tatu entrou na propriedade durante a noite de sexta-feira. Foram os latidos dos cães que chamaram a atenção dela e do marido dela.
“Nós achamos que era filhote de gambá. Mas quando meu marido viu direito, era um tatu-bola, que se escondeu num tubo de PVC na lateral da nossa casa. Os latidos dos cachorros o assustaram e ele não saia de lá, mesmo com diversas tentativas para tirá-lo”, contou Euza.
A família decidiu acionar os bombeiros. De acordo com os agentes, o animal estava bem e foi devolvido à natureza logo após o resgate.
Sobre o tatu-bola
A capacidade de curvar completamente a carapaça sobre o corpo, em formado de bola, batizou a espécie, que é exclusiva do Brasil. Mas o comportamento do tatu, apesar de protegê-lo contra predadores, não funciona para os caçadores, já que, ao se enrolar, pode ser facilmente apanhado pelo homem.
Diferente de outras espécies, o tatu-bola não tem hábitos fossoriais, uma vez que não cava tocas. Para se proteger, utiliza buracos feitos por outros animais, se aproveita de depressões do terreno ou se cobre com folhas caídas.
Predador de insetos, principalmente de cupins, também pode apreciar frutas durante o período de chuva.
Na época de acasalamento é comum encontrar a fêmea acompanhada de mais de um macho, outro hábito que deixa o animal vulnerável à captura e caça predatória.
Nos últimos 27 anos a população reduziu em pelo menos 50%. Hoje, a maioria está restrita a unidades de conservação e remanescentes naturais com baixa densidade humana.
De acordo com lista do Ministério do Meio Ambiente, a perda de 50% de habitat nos últimos dez anos fez com o que a espécie fosse reclassificada quanto ao risco de extinção, passando do status “vulnerável” para “Em perigo”.
Status de conservação é preocupante
Arte/TG
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*Estagiário sob a supervisão de Ariane Marques.


Fonte: G1