Artistas de Nova Friburgo, RJ, lançam movimento pedindo a reabertura do Centro de Artes da cidade | Região Serrana

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Artistas de Nova Friburgo, na Região Serrana do Rio, lançaram um movimento para reabertura do Centro de Artes da cidade. Fechado desde 2012, o Centro de Artes de Nova Friburgo abrigou desde a década de 60, várias gerações de artistas do município. Inicialmente, a unidade oferecia aulas de música, teatro, debates sobre cinema, entre outras atividades.

O movimento é chamado de “Volta Centro de Artes“e a classe artística está empenhada em dialogar no momento, aproveitando que o setor está parado por causa da pandemia da Covid-19. A ideia é aproveitar agora, para que, quando tudo puder voltar, o Centro de Artes volte junto, mesmo que em parte.

De acordo com a professora e diretora teatral que já esteve à frente do Centro de Artes em épocas passadas, Daniela Santi, os artistas sabem que o teatro precisa de obras, mas a reabertura apenas com as salas de exposição já seria um grande passo.

“Existe um setor todo de artistas visuais que precisa do espaço e nós também do teatro, do setor do teatro podemos utilizar as salas pra performances, pra trabalhos ditos de arena, entendeu? Nada impede isso”, conclui Daniela.

Nomes como Jaburu e o Grupo Gama, na década de 70, Carlito Marchon na década 80 e vários outros ajudaram ao longo dos anos a manter viva as atividades culturais e artísticas dentro do espaço.

Espaço que aliás, é super bem localizado. Fica no centro da cidade, é o porão da antiga casa do Barão de Nova Friburgo, um dos mais importantes casarões históricos, no entorno da Praça Getúlio Vargas. “Era um espaço público, muito bem localizado, então sempre foi fácil de entrar. Sempre foi aberto. Nunca foi elitista, sempre foi aberto a todo mundo”, conta Daniela Santi.

Ela conta ainda que, por ser um espaço de arte e cultura no coração da cidade, pessoas que muitas vezes, nunca tinham ido ao teatro, nunca tinham visto um filme na telona, puderam viver essas experiências.

“Uma vez eu me lembro, uns dois ou três, nunca tinham visto cinema na vida, saíram de lá encantados”, lembra ela, “aí você vai criando a cultura da cultura” enfatiza Daniela.

Dentro do Centro de Artes existem três salas de exposição para os artistas plásticos, além de um teatro para 150 pessoas.

De acordo com o setor, o tamanho do teatro é ideal porque permite que temporadas teatrais possam acontecer. A cidade tem o Teatro Municipal, mas, segundo os artistas, o espaço é muito grande pra se manter vários dias de apresentação.

Para os artistas, sendo no centro da cidade e aberto, o Centro de Artes consegue ter uma boa divulgação entre o público que também está carente de arte.

“Determinadas gerações foram criadas lá dentro. Sempre foi um local de encontro, não apenas dos artistas, mas também dos frequentadores, as pessoas marcavam encontro lá. A cada década teve uma renovação do setor artístico a nível de produção cultural, mas também de formação de público, que é o mais importante!”, comenta a diretora teatral.



Fonte: G1

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