Veja quem são os foragidos suspeitos da morte de universitário sequestrado na Urca

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RIO- Dois suspeitos de envolvimento direto na morte de Marcos Winícius Tomé Coelho de Lima, de 20 anos, estudante de farmácia da Universidade Federal do Rio de Janeiro que foi sequestrado e assassinado por um quadrilha de traficantes de classe média alta, estão sendo procurados pela polícia. Um deles é Igor Moreira Dantas, o Gordinho. O rapaz é filho de um ex-dono de joalheria. Segundo a polícia, era Igor quem estava no banco do carona de um carro branco, usado para interceptar a bicicleta elétrica que o estudante pedalava, na noite de 8 de outubro, na Urca na Zona Sul do Rio.

A cena foi flagrada por câmeras de segurança. A imagem mostra que dois homens armados desceram do automóvel que se chocou com a bike do estudante. Depois de cair no chão, a vítima foi colocada no veículo que, em seguida, deixou o local. O corpo de Marcos Winícius foi abandonado com marca de tiros e encontrado no dia 9, às margens da Rodovia Presidente Dutra, no Bairro Engenho Pequeno, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense. Gordinho teve a prisão preventiva decretada e é considerado foragido.

Mesmo assim, no dia 25, a defesa de Igor entrou com um pedido de revogação da prisão, que acabou sendo indeferido pelo juízo da 4ª Vara Criminal de Nova Iguaçu. O rapaz já respondeu por outro crime e chegou a ser preso, em janeiro de 2019, acusado de receptar joias roubadas da casa de uma médica, vítima de sequestro relâmpago, na Barra da Tijuca. De acordo com a Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), Igor deixou o presídio em maio de 2020, após ter a liberdade concedida pela Justiça, cinco meses antes da morte do estudante.

Os outros dois homens, que segundo a polícia estavam no carro com Igor, são Denner Dias Barcia Alves e Victor Hugo dos Santos Moares. O primeiro foi preso em dezembro, na Lagoa e o segundo foi detido, nesta quinta-feira, em Copacabana. De acordo com a polícia, Denner era o motorista do veículo que atropelou a bicicleta do jovem. Já Victor Hugo estaria no banco traseiro do automóvel.

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O outro acusado de envolvimento direto na morte do estudante é José Ricardo dos Santos Pontes Junior, o Russão da Ilha do Governador. De acordo com denúncia apresentada pelo Ministério Público do Rio de Janeiro,foi Russão quem ordenou que Igor, Denner e Victor Hugo executassem a vítima. O motivo do crime seria a suspeita do envolvimento do estudante de farmácia em um roubo de uma carga de drogas . José Ricardo teve a prisão preventiva decretada e está foragido.

De acordo com a Polícia Civil, Marcos Winícius foi morto por traficantes especializados no tráfico de drogas como Skank, maconha hidropônica e haxixe. Investigações da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense (DHBF) revelaram que, entre uma e duas semanas antes de ser executado, o estudante teria participado de uma negociação para a encomenda de uma carga de skunk, avaliada em R$ 80 mil.

‘Boteiros’: como agem os ladrões que roubam cargas de drogas de traficantes na Zona Sul do Rio

Segundo a investigação, quando a droga ia ser entregue, em Copacabana, homens de uma outra quadrilha assaltaram o traficante que faria a entrega, e levaram a mercadoria transportada. A Polícia Civil investiga a participação de policiais militares nesse bando. Conhecido como boteiros (dão um bote para se apropriar da carga), o grupo age em Botafogo, Copacabana, Ipanema, Leblon, Barra e Recreio.

— Existe um grupo, da qual a vítima não fazia parte, mas mantinha um relacionamento. Eles combinavam uma negociação de drogas. Marcavam e roubavam a droga (na hora da entrega) em vez de comprar. Investigamos a participação de policiais militares nesse bote. A vítima não faz parte dos boteiros, mas participou da negociação (a encomenda da droga) junto com uma pessoa do relacionamento dela, que faz parte desse grupo. Quando foram receber a carga, a vítima não estava, e eles roubaram a droga do traficante. Essa foi a motivação (do crime). Quem tomou prejuízo tinha certeza que a vítima tinha participado desse bote — explicou o delegado Uriel Alcântara, da Delegacia de Homicídios da Baixada Fluminense, na época em que concluiu a investigação do caso.

Qualquer informação sobre os dois foragidos pode ser passada para o Disque-Denúncia (2253-1177). Não é necessário se identificar.





Fonte: G1