Uma nova esperança para a Transbaixada sair do papel

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Esperança de muitos moradores e comerciantes da Região Metropolitana do Rio, a Transbaixada voltou novamente aos holofotes e parece que vai finalmente sair do campo das promessas nunca realizadas no estado e se tornar realidade. Na semana passada, o governador Cláudio Castro prometeu destinar R$ 7 bilhões em obras de infraestrutura no estado nos próximos dois anos, sendo que parte dos recursos será utilizado em rodovias, viabilizando a construção da nova estrada, que vai ligar os municípios de Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita e Nilópolis.

Procurado pelo EXTRA, Castro confirmou a intenção de levar adiante a construção da rodovia por tanto tempo prometida e quase esquecida. De acordo com ele, a ligação entre os municípios por onde a mesma deve passar promete reativar a economia na região, muito atingida durante o período da pandemia, atraindo empresas que, consequentemente, gerariam novos empregos para a população.

— Lançamos em janeiro deste ano o Facilita Rio, programa de concessões de serviços e ativos estaduais que serão assumidos pela iniciativa privada nos próximos anos. Entre os projetos está a Transbaixada, que vai beneficiar os moradores de Duque de Caxias, São João de Meriti, Belford Roxo, Mesquita e Nilópolis. Mais do que melhorar o tráfego de veículos e garantir a qualidade de vida da população que se desloca entre esses municípios, a Transbaixada vai contribuir para o desenvolvimento econômico da região, atraindo, inclusive, novas empresas – disse o governador.

Projeto antigo

Idealizada ainda no governo Sérgio Cabral, a Transbaixada foi anunciada em 2011 com prazo para entrega em 2013, mas, em meio às primeiras denúncias de corrupção naquela gestão, teve o prazo adiado e acabou sendo deixada de lado.

O projeto inicial previa a ligação entre a Rodovia Washington Luís, a Via Dutra e a Via Light, com as pistas sendo construídas nas margens do Rio Sarapuí. Na Via Light, seriam feitas duas integrações com a Avenida Brasil. A primeira, prosseguindo às margens do Sarapuí por dentro do Parque Municipal Natural do Gericinó até Bangu, e a segunda com o prolongamento da própria Via Light de Anchieta, onde a mesma termina atualmente, até Guadalupe.

Essa última extensão, viabilizaria a criação de uma linha de BRT, que chegou a ser prometida pelo prefeito Eduardo Paes quando concorreu ao governo do estado em 2018, assim como desafogaria o trânsito da Rodovia Presidente Dutra, permitindo uma nova ligação direta entre os municípios de Nova Iguaçu, Mesquita, Nilópolis e São João de Meriti com a Avenida Brasil.

Ciclovias, praças e desapropriações

Além das obras de construção das pistas, seriam construídas também pontes e viadutos para integração com algumas das principais vias que cortam a Baixada, como a Avenida Automóvel Clube e a Rua da Matriz, em São João de Meriti, assim como ciclovias nas duas margens, e praças e espaços de lazer. Ao total, seriam desapropriadas cerca de cinco mil residências, cujas famílias seriam realocadas em unidades do Programa “Minha casa, minha vida”.

Morador de Gramacho, às margens do Rio Sarapuí, o comerciante André Moreno torce para que o projeto saia do papel, tanto para estimular os pequenos negócios como urbanizar a região e oferecer novas opções de transporte:

— Essa área aqui foi abandonada por muito tempo. Fizeram algumas intervenções recentemente, mas essa rodovia seria perfeita para mudar de vez o bairro e todo município. Quando se fala o nome Gramacho e até mesmo Caxias, a primeira impressão que todos têm é de um lugar ruim, então, isso mudaria. Seria bom para o comércio e para diminuir a distância para os outros locais.





Fonte: G1