Técnica em enfermagem celebra aplicar a segunda dose na própria mãe após convencê-la a se vacinar contra Covid-19

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A técnica em enfermagem Maria das Dores, de 66 anos, cativa pacientes naturalmente em Bom Jesus do Itabapoana, no Norte fluminense, onde atua há 47 anos, mas atrair sua própria mãe ao posto de saúde para se vacinar contra a Covid-19 rendeu um árduo trabalho de convencimento. Os estímulos feitos, porém, terminou bem, já que ela mesma aplicou a segunda dose do imunizante na teimosa dona Zezé, como é conhecida Rosemira de Jesus, de 88 anos.

— Essa pandemia acabou com a gente um pouco, né? Quando eu fui pra vacinar minha mãe eu tive assim uma tremedeira de alegria porque a minha mãe não queria vacinar de jeito nenhum — disse Maria, descrevendo a mãe, que tem deficiência visual, como “exemplo de superação e determinação” e criadora de “lindos tricôs”. — Foi maravilhoso. Eu, minhas irmãs, nós tivemos aquele impacto gostoso, aquela coisa boa, e eu falei: “ô, Glória! Minha mãe está se vacinando”.

Além disso, esse foi um acontecimento que inverteu os papéis de mãe e filha na busca pela proteção contra doenças, considerando que dona Zezé costumanha temer vacinas quando as filhas eram crianças.

— Por incrível que pareça, minha mãe era contra vacina, ela não me levava para vacinar — contou Maria, servidora da Secretaria municipal de Saúde no Hospital São Vicente de Paulo. — Senti uma alegria imensa, porque minha mãe não queria se vacinar, mas graças a Deus minhas irmãs e eu nos unimos e conversamos com ela, até que ela conseguiu entender que a vacina é necessária. E foi só alegria. Eu fiquei emocionada, pois depois ela ficou muito feliz e me agradeceu pelo incentivo.

Técnica em enfermagem, Maria das Dores, de 66 anos, trabalha há 47 anos na Secretaria de Saúde de Bom Jesus
Técnica em enfermagem, Maria das Dores, de 66 anos, trabalha há 47 anos na Secretaria de Saúde de Bom Jesus Foto: Divulgação

Ao ver dona Zezé imunizada contra Covid-19 — por já ter tomado as duas doses da vacina, Maria agora comemora o empenho dela e das irmãs em ter explicado para a mãe a importânica e necessidade da vacinação. Depois de levá-la ao posto de saúde, o sentimento de alegria se espalhou para toda a família.

— Foi uma alegria só, todos só falavam da vacina da dona Zezé, foi muito importante — relatou a técnica em engermagem, cujo segredo para conquistar os pacientes é “fazer tudo com muita calma e carinho, sempre ouvindo e levando a segurança que eles procuram em mim”, conforme revelou.— Trabalho como se fosse meu primeiro dia, com toda a responsabilidade, todo carinho, todo amor. Agradeço a meu pai e minha mãe, e a Deus, primeiramente. Grata também aos meus filhos. São tudo na minha vida, os guerreiros pra mim.

Assim como cuidou da própria mãe, Maria citou quais recomendações ela oferece às demais pessoas durante a pandemia: “distanciamento social, uso correto da máscara (cobrindo nariz e boca), ficar em casa e só sair se muito necessário”.

— Porque o vírus existe. Já perdemos muitas pessoas queridas e estamos vivendo um momento terrível. Devemos ter mais compaixão e empatia um para com o outro, acreditar que com a vacina dará tudo certo e com Deus nós vamos vencer — contou.





Fonte: G1

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