Rastro de esgoto volta à areia de Copacabana depois de oito meses

A areia da Praia de Copacabana, na altura da Avenida Santa Clara, na Zona Sul do Rio, amanheceu com um rastro de sujeira trazida pelo extravasamento do esgoto na região após as fortes chuvas. O deságue, segundo a concessionária Águas do Rio, não acontecia desde junho de 2022, quando o mesmo trecho e a Praia de Ipanema tiveram registros.

Imagens capturadas no local e na Praia do Leme mostram o enorme espaço ocupado pela sujeira na orla, além da presença de outros resíduos sólidos em meio ao esgoto que marca parte da areia.

Sujeira também invadiu a Praia do Leme
Sujeira também invadiu a Praia do Leme Foto: FABIANO ROCHA / Agência O Globo

Há poucas semanas, a forte chuva da tarde de 31 de janeiro também causou a formação de um rastro na Praia do Leme, na Zona Sul do Rio. Um vídeo publicado nas redes sociais mostra o momento em que a água extravasa pela areia no momento da chuva.

Segundo a Águas do Rio, responsável por tratar desse tipo de extravasamento, a concepção atual do sistema de drenagem e esgotos sanitários da Zona Sul prevê a ocorrência das chamadas “línguas negras” em situações de chuvas excepcionais. Nesse caso, a concessionária se coloca como responsável apenas pela diminuição e menor impacto para os canais e praias da cidade.

Em maio de 2022, o GLOBO mostrou a formação de um rastro provocado pelo extravasamento de águas pluviais de uma elevatória da Águas do Rio, que atingiu as areias da praia de Copacabana devido à chuva.

Na época, o biólogo Mario Moscatelli sugeriu duas medidas que podem ajudar a resolver o problema: o levantamento de quais são as fontes poluidoras a partir de ligações clandestinas, e a neutralização dessas emissões, e a “viabilização de uma galeria que suporte a carga de águas poluídas pela lavagem das ruas e encaminhá-las para o interceptor oceânico”.



Fonte: Portal G1