Quadrilha é investigada por forjar acidentes de carros luxuosos para receber seguro

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A Polícia Civil do Distrito Federal cumpriu, nesta terça-feira (15), 12 mandados de busca e apreensão durante a Operação Navio Fantasma, que investiga um grupo suspeito de aplicar golpes em seguradoras de veículos importados ao simular acidentes de carro. Segundo as autoridades, o esquema era composto por 10 pessoas que teriam lucrado R$ 2 milhões com as fraudes.

De acordo com as investigações, a quadrilha teria atuado entre 2019 e 2020. A polícia apura cinco acidentes, cada um envolvendo dois veículos, entres eles há três BMW’s, um Porsche e um Chrysler, além de uma lancha incendiada avaliada em R$ 750 mil. As encenações dos acidentes aconteceram, principalmente, no Setor de Clubes Esportivos Sul e na rodovia DF-140, nas proximidades do Complexo da Papuda, sempre durante a madrugada.

Os suspeitos compravam os carros de luxo em leilões, por valores abaixo do mercado. Depois, simulavam a venda do veículo para um comparsa, por um preço mais alto, por meio de uma empresa fantasma. Após a falsa venda, o grupo contratava novos seguros, com valor de indenização correspondente à Tabela Fipe, que era superior ao valor da compra. Depois, os suspeitos forjavam os acidentes.

“Para dificultar a investigação, os registros dos acidentes eram feitos na Delegacia Eletrônica e os criminosos se revezavam na condição de condutor, segurado (contratante), terceiro envolvido e recebedor da indenização”, informou a Polícia Civil em nota.

Para registrar os carros, a quadrilha criou cinco empresas de fachada. “Todos os investigados responderão pelos crimes de associação criminosa, estelionato e lavagem de dinheiro, podendo pegar penas que superam os 15 anos de reclusão”, disse André Leite, delegado à frente do caso, ao portal UOL.



Fonte: O São Gonçalo