Pesquisador niteroiense revela possível rosto da Virgem Maria

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O pesquisador niteroiense Átila Soares, de 48 anos, revelou recentemente o que seria o verdadeiro rosto da Virgem Maria, mãe de Jesus de Nazaré. A imagem foi reconstituída a partir do Santo Sudário ou Sudário de Turim, uma peça de linho marcada pelo rosto de um homem, que acredita-se ter servido de mortalha ao corpo de Cristo após sua execução.

Formado em Desenho Industrial pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), com especializações em História, Igreja Medieval e Arqueologia, entre outras, Átila explica que seu desejo de recriar a face da Virgem Santíssima se deve ao grande interesse que cultiva pelo cristianismo, religião à qual é devoto, desde sua infância.

“[Isso] deve-se a um grande interesse meu pelo Cristianismo primitivo, certamente, impulsionado por minha formação cristã. É algo que vem, na verdade, desde minha infância. Me debruçar em tudo que tenha a ver com iconografia cristã vem fazendo parte de meu cotidiano há décadas: seja enquanto peça arqueológica ou obra de arte sacra. Então, quando percebi, há cerca de um ano, que já se poderia dispor de tecnologia para uma boa aproximação com o que deveria ter sido a fisionomia de Maria por meio de um silogismo simples, imaginei que o momento era agora.”, relatou.

O silogismo à que Átila se refere, diz respeito à ideia de que, supondo que o rosto gravado no Santo Sudário seja mesmo o de Jesus Cristo de Nazaré e que, tal qual supõe o dogma cristão da “Imaculada Conceição de Maria”, ele tenha de fato sido gerado à partir da união de Nossa Senhora com o Espírito Santo, suas características físicas seriam muito similares às da Virgem Santíssima, única responsável pela porção material de sua herança genética.

“Como se trata de algo sobre o qual ainda não haja uma visão teológica definitiva, me apoiei num dos discursos católicos mais convincentes, a meu ver, sobre o que seria a relação hereditária entre Jesus e sua mãe: aquele que defende Maria como a única responsável pelo aspecto carnal do Messias. A respeito disso, o pensamento católico mais tradicional entende que Jesus teria recebido 50% do DNA de Maria, humana, e os outros 50% do Espírito Santo, imaterial, numa concepção completamente imaculada. Ainda segundo as Escrituras, José, pai adotivo de Jesus, não teve participação biológica na formação carnal do Messias e, somando-se a isto, Jesus jamais negou sua herança judaica “da Casa de Davi”, e “de linhagem real”  pelo lado da mãe, o que nos leva a considerar uma condição genética para o Cristo-homem em relação à pessoa de Maria. Então, restaria somente à sua mãe, esta atribuição no que tange a natureza humana de Cristo. Claro que sempre teremos discussões a este respeito disto, mas é bem razoável supor que o material biológico que definiria a aparência de Jesus, ao achar sua herança genética apenas em Maria (por ser humana e, não, imaterial), teria definido a aparência daquele – o “fruto do ventre” – muito similar ao desta, sua única progenitora carnal.”, constatou o pesquisador.

O estudo teve início em março de 2021 e contou com cinco softwares, um de Inteligência Artificial e redes neurais convolucionais, dois editores de imagens, outro para ajustes faciais e um último para retoques finais, durante seus mais de três meses de desenvolvimento. É importante ressaltar que, as conclusões do experimento, que traz duas versões do rosto de Maria de Nazaré, uma adolescente e outra mais madura, foram aprovadas pelo pesquisador e conferencista Barrie Schwortz, fotógrafo oficial do histórico STURP (Projeto de Pesquisa do Sudário de Turim, em tradução livre do português) e um dos maiores nomes da sinologia internacional, e incluído sem seu site, o shroud.com, que hoje serve como maior fonte de informação sobre o Santo Sudário no mundo.

“Trago uma Maria aparentando 30 anos de idade. Esta é glória, mas também é dor e entrega total. Uma mulher de semblante forte e solene, dramaticamente comprometida com a missão e sacrifício de seu filho, o Redentor. E, por outro lado, resolvi desenvolver também uma versão adolescente para os traços faciais da mãe de Jesus. Desta feita, quis apresentá-la sorridente, com o viço do esplendor da juventude, como representação da alegria e das expectativas, das promessas e da esperança de uma vida que apenas começa.”, concluiu Átila sobre sua obra.

*Sob supervisão de Cyntia Fonseca



Fonte: O São Gonçalo