Paes prevê ‘mais normalidade no Rio’ em abril com expectativa de vacinação de todos os idosos até fim de março

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Com todas as Regiões Administrativas da cidade na classificação de zonas de alto risco de contágio de Covid-19, o prefeito Eduardo Paes disse, nesta sexta-feira, que, com este boletim, “não dá para passar de ano”. Mas ele previu que o quadro melhore em abril, após expectativa de vacinação contra o novo coronavírus em todos os idosos da cidade até o fim de março:

— Vamos avançar (a vacinação contra Covid-19) em março para o público entre 60 e 80 anos. Sei que tem muita gente angustiada em casa, que quer ser vacinada, mas falta muito pouco. Quem sabe no fim de março, caminhando bem o fluxo, já teremos toda a população acima de 60 anos vacinada. E aí teremos abril com mais normalidade. Não dá para dizer que será mês da redenção e glória, porque o vírus é traiçoeiro, estamos vendo novas cepas. Mas poderemos, em 60 dias, viver situação de muito mais normalidade, mais tranquilidade, voltar a nos abraçar, nos encontrar. Olha que coisa incrível, poder dizer isso hoje.

Teste: Quem é você na fila da vacina?

O prefeito reforçou que não tem preferência por vacina de algum laboratório específico, e que qualquer uma será aplicada, porque funciona. Paes lembrou ainda que quase 100% das mortes por Covid-19 ocorrem entre pessoas com mais de 60 anos.

— Então o que eu quero reforçar é o apelo para que a gente cuide das pessoas com comorbidade e dos nossos idosos. Mais dois meses em casa, se preservando. Esforçozinho a mais — afirmou o prefeito, que lembrou do cancelamento do carnaval. — Estou triste, sabem que eu queria brincar o carnaval também, mas vamos segurar a onda no carnaval. As pessoas precisam ter a consciência de não inventar bloco informal. A gente vai fiscalizar.

Paes enfatizou que o município precisa que as regiões da cidade voltem para risco moderado:

— A nota que a gente tem (boletim da cidade) não dá para passar de ano. Precisamos voltar para a classificação de risco moderado. Vamos fiscalizar, acompanhar, mas depende muito da atitude de cada um de nós — afirmou prefeito.

Paes disse que conta com a consciência da população para evitar aglomerações, e não anunciou medidas de fechamento de setores da economia nem restrição de circulação de pessoas nas ruas. A prefeitura seguirá nas fiscalizações contra festas ilegais, e anunciou 21 interdições de estabelecimentos no ano.

A partir da semana que vem, a prefeitura iniciará a vacinaçao de pessoas com mais de 80 anos, público que deverá ser totalmente imunizado até o fim de fevereiro. Em março, a previsão, caso as vacinas cheguem, é de vacinação ao público com mais de 60 anos. As fases seguintes, então, seriam para pessoas com comorbidade e, depois, professores.

Prefeitura não usa taxa histórica de perdas

Após caso de pico de luz no Hospital Federal de Bonsucesso (HFB), que pode ter causado estrago a 728 doses da vacina CoronaVac, e de denúncias sobre desperdícios de frascos em postos de saúde, o secretário municipal de Saúde do Rio, Daniel Soranz, afirmou que a campanha de vacinação contra a Covid-19 não pode ser encarada como outra comum, em que há média histórica de perda de 5% das vacinas. Diferente da secretaria estadual, a prefeitura não vem contando com essa conta de segurança e, assim, o número de pessoas previstas para imunização vem sendo o mesmo da quantidade de vacinas recebidas.

Ou seja, enquanto o governo estadual subtrai 5% para calcular o número de pessoas vacinadas, após recebimento das doses, a prefeitura, ao receber 76 mil doses, estimou vacinar 76 mil cariocas. Em relação às denúncias de desperdício, Soranz respondeu, na apresentação do novo boletim epidemiológico da cidade nesta sexta-feria, dia 29, que todas serão apuradas.

— Toda campanha de vacina tem nível de perda vacinal, de 5 a 10%. Mas a gente não pode trabalhar nessa campanha como se fosse uma campanha comum. São poucas vacinas e a gente não quer perdê-las. Perdas vão acontecer? sim, mas tem que ser exceção e precisamos apurar com detalhe para que não volte a acontecer — afirmou Soranz, que cobrou maior fiscalização nos postos de saúde. — Qualquer alteração de temperatura precisa ser notificada para avaliarmos se a vacina será reutilizada ou não. É necessário manter qualidade da vacina.

Ampliação: Nova remessa da CoronaVac será distribuída na próxima semana no Rio junto da segunda dose da vacina

Sobre o caso no HFB, o secretário explicou que o hospital precisa se manifestar acerca dos problemas técnicos, e que ainda é necessária uma averiguação para atestar se todas as doses estragaram ou não. O secretário também citou outras duas denúncias, anônimas, que estão sendo apuradas internamente. Segundo Soranz, a recomendação é que todas as doses sejam utilizadas, mas a aplicação em pessoas fora de grupo de risco, a fim de evitar inutilização, precisa ser exceção.

— Precisamos documentar as aplicações. Claro que se o frasco for aberto não intencionalmente, tem que utilizar no fim do dia. — disse Soranz, que negou registro de perdas substanciais de vacina até aqui. — Não há registro de grandes perdas. O caso no HGB ainda está sendo analisado.

Os problemas relatados em postos de saúde aconteceram após abertura de frascos e falta de pessoas para receberam a vacina. Após a abertura, a dose precisa ser aplicada em até seis horas ou corre o risco de estragar. Por isso, o secretário recomendou que, nos finais dos dias, funcionários abram apenas frascos que contêm dose única, em vez dos frascos comuns, que carregam 10 doses.

Veja o calendário da capital: Idosos em geral começam a ser vacinados no Rio na segunda-feira, 1º de fevereiro

Foto: Editoria de Arte

Vacinas ainda não estão todas garantidas

Em fevereiro, já a partir da próxima segunda-feira, dia 1º, a prefeitura iniciará seu planejamento para vacinação de pessoas com mais de 80 anos. Assim, até o fim do mês, seriam necessárias vacinas para cerca de 220 mil pessoas, mas, até aqui, há apenas a garantia da chegada de cerca de 65 mil doses da Coronavac na semana que vem. Na terceira semana de fevereiro, a expectativa é de recebimento de mais doses de Oxford/AstraZeneca.

— Obviamente não tem ainda as 220 mil doses, mas há previsões claras de entrega que vão sustentar esse calendário (vacinar todos com mais de 80 anos até o fim do mês). Se a vacina não for entregue, precisaremos reprogramar o planejamento — explicou Soranz, que celebrou o posto do Rio como cidade do país que mais aplicou vacinas até o momento.





Fonte: G1

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