Na Baixada Fluminense, Meriti foi o município que mais vacinou a população com a segunda dose da vacina

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Na “corrida” da vacinação contra a Covid-19 na Baixada Fluminense, os municípios de São João de Meriti e Nilópolis são, por enquanto, os dois que mais vacinaram proporcionalmente suas populações, até o dia 15 de junho. Em Meriti, 13,81% dos moradores completaram o ciclo vacinal, enquanto os nilopolitanos chegam a 13,35%. Caxias vem em terceiro (13,06%). No entanto, teve todo o processo de vacinação marcado por tumultos, aglomerações de idosos, filas imensas, falta de vacinas e orientações confusas à população.

Caxias vacina por idade esta semana, com a primeira dose, as pessoas de 51 anos ou mais sem comorbidades e grávidas e puérperas a partir de 18 anos, e aplica também a segunda dose, que chegou a faltar.

No quesito vacinação por idade, a cidade mais adiantada é Guapimirim, que já aplica a primeira dose para a população de 44 anos em geral, sem comorbidades. O município, que tem pouco mais de 60 mil habitantes, já vacinou com a primeira dose 30,38% da sua população, e 11,05% com a segunda.

Já a sua vizinha Magé ainda não saiu dos grupos prioritários e deve iniciar a vacinação por idade das pessoas com 59 anos só no dia 21 de junho. O município vacinou 18,15% da sua população com a primeira dose, e 8,39% com a segunda.

Mesquita, por sua vez, que vacinou 29,08% da sua população com a primeira dose, anunciou ontem que está com o estoque de vacinas zerado, e sem previsão de data para o retorno da vacinação de primeira dose. A cidade vacinava por idade as pessoas com 52 anos ou mais. A Secretaria de Saúde do município, no entanto, informou que quem já tomou a primeira dose tem a segunda garantida e deve procurar os postos de imunização para completar o ciclo vacinal. ENa cidade, 11,83% da população tomou a segunda dose.

A cidade que menos vacinou proporcionalmente a sua população até agora foi Belford Roxo. Apenas 13,51% dos moradores receberam a primeira dose da vacina e 5,60%, a segunda. O município também teve momentos de longas filas e aglomerações de idosos, que chegaram a esperar cerca de 20h para se vacinar depois que a prefeitura anunciou a vacinação de idosos com mais de 71 anos, mas não avisou que tinha poucas doses no estoque. O município vacina por idade, hoje, os moradores de 52 anos.

Atraso de mais de dois meses

Moradora de Vila São Luiz, em Duque de Caxias, a idosa Adenar de Araujo Bressy, de 88 anos, deveria ter tomado a segunda dose da Coronavac no dia 10 de abril, mas só conseguiu na última terça-feira, mais de dois meses depois de tomar a primeira.

— Nós estivemos aqui no posto mês passado, mas tinha muita gente — conta a filha de Adenar, Solange Bressy, de 66 anos, que disse não ter conseguiu vacinar a mãe antes porque, além das longas filas, houve falta de vacinas.

Também de Caxias, a idosa Alice dos Santos, de 93 anos, atrasou a segunda dose por falta de vacina. Ela tomou a primeira dose da Astrazeneca no dia 26 de fevereiro, e deveria ter tomado a segunda no dia 26 de maio, mas só conseguiu na última terça-feira.

— Ela não tomou porque não tinha — desabafa Creuza dos Santos, filha de Dona Alice, que só soube que o Centro Municipal de Saúde da cidade estava com a vacina para segunda dose disponível depois de ser avisada pela cunhada.

De acordo com o Atlas da Evolução da Pandemia de Covid-19 na Região Metropolitana do Rio, desenvolvido por pesquisadores da Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e atualizado até o dia 9 de junho, Nilópolis, Mesquita e São João de Meriti são os municípios da Baixada Fluminense com as maiores taxas de mortalidade da doença, sendo 12,6%, 11,9% e 10,8%, respectivamente. Já as menores taxas de mortalidade na região são observadas em Queimados (2,9%), Belford Roxo (3,4%) e Guapimirim (3,6%).





Fonte: G1