Medo por segunda onda da Covid-19 faz eventos recuarem no Rio

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Vários eventos que aconteceriam neste fim de semana, no Rio, foram cancelados diante do temor causado pelo aumento de casos de Covid-19 na cidade. É o caso de rodas de samba famosas, como o Samba da Feira, no Engenho de Dentro, o Samba dos Arcos, na Lapa, o Samba dos Guimarães, em Santa Teresa, e o Samba da Gigoia, na Barra da Tijuca. Comandado por Moacyr Luz, o Samba do Trabalhador, que aconteceria nesta segunda-feira, no Renascença Clube, no Andaraí, também foi cancelado por decisão dos organizadores.

– A gente percebeu que, mesmo tomando todas as precauções possíveis, há uma tristeza ainda. E isso não tem jeito de resolver. A gente percebeu que fica sem graça fazer uma roda de samba com tanta gente preocupada – conta o sambista Moacyr Luz.

Samba do Trabalhador, no Clube Renascença, também foi cancelado:
Samba do Trabalhador, no Clube Renascença, também foi cancelado: ‘fica sem graça fazer uma roda com tanta preocupação’, diz Moacyr Luz Foto: Domingos Peixoto / Agência O Globo

Diante do novo avanço do coronavírus no Rio, o governador em exercício Claudio Castro determinou que o Corpo de Bombeiros intensificasse a fiscalização de eventos para evitar aglomerações. Segundo a assessoria da corporação, desde a determinação de Castro, foram feitos 45 procedimentos administrativos – entre emissão de notificações, autos de infração e interdições. Ao todo, neste período, ainda segundo a assessoria dos Bomebeiros, 11 eventos foram interditados em todo o Estado do Rio.

Nas fiscalizações, além das questões de praxe, como presença de extintores nos recintos e checagem de documentação, o foco dos Bombeiros tem sido a capacidade de público recebida pelos estabelecimentos, que devem operar com 50% do limite. Em caso de não cumprimento desta norma, a orientação do CBMERJ é interditar o espaço em questão.

No Engenho de Dentro, o Samba da Feira, que acontece aos sábados nos Armazéns do Engenhão, recebia antes da pandemia uma média de público de 5 mil pessoas. Suspenso por sete meses, o evento voltou no dia 17 de outubro com uma série de restrições, como a obrigação do uso de máscara, a capacidade reduzida do público e a aferição de temperatura das pessoas na entrada. Mesmo com os cuidados, a organização optou por interromper os trabalhos mais uma vez neste fim de semana. Mário Castilho, organizador do Samba da Feira, explica que a decisão foi necessária, mas que o momento é de muita preocupação.

– Sabemos que momento atual não está para brincadeira. Agora, como conciliar dois pesos e uma medida? O fato é que precisamos trabalhar. Hoje, a ausência do Samba da Feira impacta diretamente na vida de mais de 200 famílias que dependem única e exclusivamente de nossos eventos. Todos nesse momento se perguntam quando voltaremos, se parou tudo de novo, como vão sobreviver. O sustento dessas famílias é o samba – diz o organizador do evento, que receberia o cantor Belo neste sábado.





Fonte: G1

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