Março, pior mês da pandemia no Rio, também atingiu bares e restaurantes da cidade

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O setor de bares e restaurantes do Rio, já abalado por ondas fortes na pandemia, se viu em meio a um tsunami em março. Uma pesquisa da Associação Brasileira dos Bares e Restaurantes (Abrasel) mostra o tamanho do sufoco para fechar as contas: o levantamento aponta que, no estado, 71% tiveram prejuízo no mês passado, contra 48% em janeiro. Quem resiste tenta atrair clientela e se reinventar, como um bar que atualmente serve café de manhã e uma pizzaria que aderiu ao churrasco no almoço.

Nesta sexta-feira, dia 23, a prefeitura do Rio anunciou o que pode ser um pequeno alívio nesse sufoco: ampliou em uma hora o funcionamento dos estabelecimentos, que podem ficar abertos até 22h, com ocupação de 60% do espaço se tiverem ambiente aberto. Mas o futuro ainda é incerto, e o passado deixou baixas importantes, como Hipódromo, da Gávea, e a Casa Villarino, no Centro, que fecharam as portas.

Além disso, os números da Abrasel revelam que, no início de abril, 86% dos estabelecimentos enfrentavam dificuldade para arcar integralmente com os salários de seus funcionários, e que 69% dos empresários tinham dívidas além da folha de pagamento.

No Caju Gastrobar, em Copacabana, o empresário Daniel Gama conta que o faturamento desde a chegada do coronavírus sofreu queda de 60%. Por isso, a casa, especializada em sanduíches, está o tempo todo buscando soluções para se manter aberta.

— Quando só podíamos funcionar até as 17h, criamos um cardápio adaptado para o café da manhã — afirma Daniel, que continua oferecendo esse menu nos fins de semana e antecipou o happy hour, que passou a ser de meio-dia até as 19h.— Não dá para falar em lucro: equilibramos as contas.

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Fonte: G1