Marcelo Crivella aposta em imagens com Jair Bolsonaro e mira Luiz Lima

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Com apoio de parte dos deputados bolsonaristas, o prefeito do Rio, Marcelo Crivella (Republicanos), vem redobrando esforços para colar sua imagem à do presidente Jair Bolsonaro, estratégia que inclui ataques ao candidato do PSL à prefeitura, Luiz Lima. Além de explorar vídeos e fotos de Bolsonaro em sua propaganda eleitoral ao longo desta semana, substituindo a defesa da própria gestão, Crivella vem conseguindo sensibilizar aliados do presidente a apoiarem de forma mais explícita sua candidatura à reeleição, em detrimento do adversário.

O candidato Luiz Lima, do PSL
O candidato Luiz Lima, do PSL Foto: Alexandre Cassiano / Extra

Em live com Crivella, o deputado estadual Anderson Moraes (PSL) fez o gesto mais explícito de alinhamento ao prefeito. Moraes atacou a tentativa de Lima de aproximação com Bolsonaro, chamou o candidato do PSL de “traidor” e disse que ele cometia “estelionato eleitoral”. Eleito na onda Bolsonaro em 2018, Lima manteve bom relacionamento com o presidente do PSL, Luciano Bivar, após o racha com Bolsonaro em 2019.

Segundo o colunista Guilherme Amado, da revista Época, o próprio Bolsonaro teria pedido ao deputado bolsonarista Otoni de Paula (PSC-RJ), crítico ferrenho de Crivella, que passasse a apoiar o atual prefeito por temer o avanço de candidaturas de esquerda para o segundo turno. Para consolidar o eleitorado bolsonarista em torno de Crivella, a estratégia envolveria ataques a Lima, que tem 1% das intenções de voto, evitando um eventual crescimento que pudesse dividir os votos à direita.

A exploração da imagem de Bolsonaro pela campanha de Crivella começou já no início da propaganda gratuita diante dos acenos de Lima ao bolsonarismo. Em suas primeiras inserções, Lima destacou que é vice-líder do Governo no Congresso e exibiu camisas da seleção brasileira com o número do partido, 17, remetendo a símbolos usados por Bolsonaro na campanha de 2018. Crivella contra-atacou, exibindo, em quase todas as suas propagandas ao longo desta semana, vídeos com declarações de Bolsonaro e fotos ao lado do presidente, tipo de material que Lima não foi autorizado a usar na campanha.

Por enquanto, a maioria dos deputados que se declaram aliados de Bolsonaro vêm evitando posicionamentos na eleição do Rio. Em vídeo gravado como resposta às críticas de Anderson Moraes, Lima evitou alimentar a intriga e reiterou que não vê problema em receber futuramente a adesão de “arrependidos” com o apoio a Crivella.

— Apoiar a candidatura do Crivella é uma temeridade, e daqui a alguns dias você vai ver que errou. Todos nós temos direito de errar — disse Lima no vídeo, divulgado anteontem.

Lima também deixou de receber acenos mais explícitos de parlamentares como Daniel Silveira (PSL-RJ) e Carla Zambelli (PSL-SP), que antes haviam saudado o colega como “única opção bolsonarista” no Rio.

Em setembro, às vésperas das convenções partidárias, o PSL desistiu da candidatura de Rodrigo Amorim, a quem Flávio Bolsonaro havia desautorizado, e lançou Luiz Lima como um nome “neutro. Segundo fontes, ainda que haja resistência a Lima, não está no roteiro do presidente um aceno explícito a Crivella no primeiro turno.





Fonte: G1

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