Lula promete “abrasileirar” valor dos combustíveis, se eleito

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou a alta no preço dos combustíveis e a condução da economia pelo governo Bolsonaro, reiterando que pretende “abrasileirar” os preços de gasolina, diesel e gás de cozinha, caso eleito, durante discurso no Festival Vermelho, ato em comemoração ao centenário do PCdoB, que teve lugar em Niterói, neste sábado (26).

“A Petrobras vai ter que voltar a ser do povo brasileiro. Temos que ter coragem para não deixar privatizar os Correios, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica. Vamos ‘abrasileirar’ o preço do combustível, do óleo diesel e do gás de cozinha.”, sustentou o petista.

Lula também acenou a taxação de grandes fortunas, afirmando que, caso seja eleito, aumentará os impostos sobre os mais ricos com o objetivo de arrecadar recursos para a promoção de políticas públicas para a população mais pobre.

“O povo pobre tem que entrar no orçamento das prefeituras, Estados e União. A contrapartida é colocar os ricos no Imposto de Renda.”, destacou o ex-presidente.

Vale ressaltar que os 10% mais ricos da população brasileira concentram 80% da fortuna do país, segundo estudo lançado pelo Laboratório das Desigualdades Mundiais da Escola de Economia de Paris, e 51 milhões de brasileiros (24% de população) vivem abaixo da linha da pobreza, de acordo dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ambos em dezembro do ano passado.

Durante seus mais de 40 minutos de discurso, o petista ainda voltou a taxar Jair Bolsonaro de fascista e ironizar as alegações do atual mandatário de que não existe corrupção no país, referindo-se ao Orçamento Secreto como uma “safadeza”. 

“Esse fascista que está governando esse país não só não fez nada pelo povo brasileiro, como destruiu as instituições e os programas sociais. O orçamento secreto é a maior vergonha do país. Se é uma coisa honesta, digna, por que é secreto? Se é secreto é safadeza.”, afirmou Lula.

Na semana passada o Governo Federal se tornou alvo de novos inquéritos da Polícia Federal, que investigam suspeitas de corrupção no Ministério da Educação e Cultura (MEC), após áudios divulgados pela Folha de São Paulo ligarem o chefe da pasta, Milton Ribeiro, e o presidente da República Jair Bolsonaro à um esquema de pagamento de propina para a liberação de verbas do orçamento secreto às prefeituras de aliados dos pastores pastores evangélicos Gilson Santos e Arilton Moura.



Fonte: O São Gonçalo