Incêndio atinge Hospital São Lucas, em Copacabana

Pacientes e funcionários do Hospital São Lucas, em Copacabana, passaram por momentos de pânico, na manhã desta quarta-feira. Um princípio de incêndio, que teria começado num transformador, gerou muita fumaça e os pacientes tiveram que deixar a unidade às pressas. Ainda de avental, eles foram levados de maca e até mesmo em cadeira de rodinhas de escritório. De acordo com a direção do hospital, não houve feridos.

A maioria, ao menos 32 pacientes, foi levada para uma escola vizinha. Cerca de dez pessoas estão sendo acomodadas em prédios da região.

— Eu não vi nada só corri. Fui muito susto. Muitos pacientes desesperados, chorando — contou uma enfermeira . O fogo teria começado num transformador no prédio anexo do hospital.

Uma recepcionista que estava no quarto do prédio na hora do incêndio disse que foram momentos assustadores. — Graças a Deus foi tudo muito rápido, na saída. Mas, foram duras horas de terror — disse.

O fogo teria começado num transformador no prédio anexo do hospital.

— O incêndio foi no gerador do prédio anexo. A fumaça invadiu parte do hospital, mas já está se dissipando. Alguns pacientes foram realocados — disse o secretário de Defesa Civil e comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Leandro Monteiro. — Alguns pacientes foram realocados. Não há risco de propagação.

Hospital São Lucas, em Copacabana, pega fogo —
Hospital São Lucas, em Copacabana, pega fogo — Foto: Beatriz Rego

Ao menos seis viaturas do Corpo de Bombeiros estão no local. A Rua Pompeu Loureiro e a Travessa Frederico Pamplona estão interditadas.

Já na Rua Bolívar, esquina com Pompeu Loureiro, é possível sentir o cheiro de fumaça. Muitos moradores e curiosos acompanham os resgates. Por ser ser a menos de 100 metros do hospital, os bombeiros do Quartel de Copacabana chegaram em dois minutos ao local.

— Por volta de 9h15, vi o primeiro sinal de fumaça saindo da parte de cima do hospital, que fica bem em frente a janela da minha casa. Em seguida, já começaram as primeiras pessoas a saírem em macas, cadeiras de escritórios e de rodas e até em lençóis. A maioria dos pacientes são idosos, que estão sendo levados para o Colégio Barilan, logo ao lado. Neste momento, há médicos correndo pela rua, que está fechada, e uma viatura do Corpo de Bombeiros. Está um verdadeiro caos. Nunca vi nada parecido — contou a empresária Beatriz Rego, de 36 anos.



Fonte: G1