Governo Federal bate recorde de denúncias de assédios

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Já foram registradas quase 2,7 mil denúncias de assédio desde o início do governo de Jair Bolsonaro – Foto: Pedro Di Marco

O número de denúncias de assédio moral ou sexual, como as que resultaram na demissão do ex-presidente da Caixa Econômica Federal Pedro Guimarães, recebidas por ouvidorias de órgãos do governo federal, praticamente dobraram nos últimos seis meses. As informações são do Metrópoles.

Segundo dados da Controladoria-Geral da União (CGU), 704 denúncias deste tipo, 545 de assédio moral e 85 de assédio sexual, foram registradas entre o primeiro dia de janeiro e a última quarta-feira (29), o que equivale a uma média de quase quatro manifestações por dia. O número é 93% maior que as 364 queixas computadas durante o mesmo período do ano passado e o maior da série histórica da CGU, iniciada em 2015.

Já foram registradas quase 2,7 mil denúncias de assédio desde o início do governo de Jair Bolsonaro, no primeiro dia de janeiro de 2019. Dessas, 2,3 mil foram respondidas, 106 estão em tratamento, 250 foram arquivadas e outras duas foram encaminhadas para órgãos externos. De acordo com o levantamento a própria CGU lidera o ranking de queixas com 105, seguida pelo Ministério da Educação (103), a Universidade Federal de Goiás (81), o Ministério da Justiça e Segurança Pública (65) e o Ministério da Saúde (62).

Assédio na Caixa Econômica Federal

O ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, foi exonerado na última quarta-feira (29), após funcionárias da instituição denunciarem os assédios moral e sexual cometidos por ele. As queixas partiram de um grupo de mulheres, que serviam diretamente ao gabinete da presidência da Caixa e decidiram quebrar o silêncio, relatando o comportamento abusivo do agressor.

A iniciativa levou à abertura de um inquérito contra Guimarães, que corre em sigilo, no Ministério Público Federal (MPF). Essa foi a primeira denúncia de assédio registrado no âmbito da Caixa Econômica Federal, maior banco público do Brasil, desde o início da série histórica. Procuradas para esclarecer a suposta falta de dados, Caixa e CGU não se manifestaram sobre o ocorrido.

Fonte: O São Gonçalo