Estado do Rio terá mais 1.053 leitos de UTI com nova resolução

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RIO — A Secretaria estadual de Saúde informou que serão abertos mais 1.053 leitos de UTI e 126 leitos com suporte ventilatório nas nove regiões do estado. De acordo com o órgão, isso se dará através de uma nova resolução para pagar leitos cofinanciados (custeados) pelo estado entre dezembro e fevereiro do próximo ano, com publicação prevista para esta sexta-feira, dia 4. O anúncio foi feito durante a audiência pública da Comissão de Saúde da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) na manhã desta quinta-feira, dia 3.

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O secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves de Carvalho, dividiu seu tempo com os subsecretários da pasta para tratar sobre o aumento de casos de Covid-19 e a vacinação no estado do Rio, tema da audiência. A ampliação no número de leitos, necessária em razão da taxa de ocupação de 98% da rede privada, foi um dos assuntos centrais.

A pasta tem buscado por abrir novas vagas de internação a partir da reativação de leitos com a mudança de suas classificações no sistema, o que antes não permitia a ocupação para tratamento de pacientes com Covid-19 apesar de estarem livres. O primeiro levantamento foi feito de março a novembro e os leitos identificados passam a ser acompanhados pela Central Estadual de Regulação via sistema SER. De acordo com o governo, foi gerado um impacto de R$ 72 milhões, a ser liberado até o dia 10.

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A nova resolução servirá para pagar leitos cofinanciados do estado no período de dezembro a fevereiro do próximo ano. A publicação está prevista para amanhã, sexta-feira, dia 4, para a abertura de 1.053 leitos de UTI e 126 leitos do suporte ventilatório, espalhados nas nove regiões do estado.A expectativa é pela melhora do déficit de leitos no interior e nas regiões metropolitanas I e II. O valor projetado é de R$ 157 milhões.

— Hoje de manhã, o Andaraí cedeu 50 leitos de enfermaria e mais 15 de CTI. Então, o que está acontecendo? Uma postura da regulação única e chamando gente à mesa e conversando diretamente, os leitos estão aparecendo. Eu entendo perfeitamente cada um querer defender o seu espaço. Eu até entendo, mas não justifico — disse o secretário Carlos Alberto Chaves.

Ele ressaltou que a pasta tem mantido contato com as unidades de saúde para identificar possíveis leitos ociosos que possam entrar na Central Estadual de Regulação, ampliando o número de vagas:

— É uma situação grave e não podemos ter leito guardado em certos locais e certos municípios. Os leitos são habilitados, nós organizamos e pagamos os nossos compromissos. Os leitos terão uma central. Vão aparecer mais leitos por aí — afirmou o secretário, que adiantou:

— Dentro de 15 dias, talvez haja muito mais. Inclusive de municípios que já estão liberando leitos.

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O governo tem tentado fazer a conta fechar para diminuir a fila de espera. Na semana passada, anunciou que vai abrir 214 leitos, e o governador respondeu que 114 já foram abertos. Há possibilidade dessa quantidade chegar a 400, somando com aberturas no hospital de campanha do Riocentro, número que seria suficiente, disse. Apenas na capital, em levantamento na semana passada, rede SUS na capital tinha 15% de seus 639 leitos de terapia intensiva exclusivos para a doença (que inclui unidades municipais, estaduais e federais) fechados. O termo técnico usado para definir a condição é: leito “impedido”. Os principais gargalos estão na esfera da União, no Hospital Clementino Fraga, que é administrado pela UFRJ, e no Hospital Geral de Bonsucesso, que pegou fogo no mês passado. O primeiro tem 48 leitos fechados, o segundo, 30.

O secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves de Carvalho, usa a máscara de forma errada durante audiência
O secretário estadual de Saúde, Carlos Alberto Chaves de Carvalho, usa a máscara de forma errada durante audiência Foto: TV Alerj / Reprodução

O secretário dividiu seu tempo de 20 minutos, para que representantes de subsecretarias e do Comitê Extraordinário de Covid-19 pudessem falar sobre as ações de enfrentamento do novo coronavírus. Ao falar próximo à câmera e ao microfone ou durante a escuta de pontos apresentados pela equipe, Chaves, no entanto, não fez o uso correto da máscara em diversos momentos, apesar da proximidade com as demais pessoas na sala.





Fonte: G1