Estação Mato Alto do BRT é parcialmente destruída em incêndio; ônibus pegou fogo primeiro

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A Estação Mato Alto do BRT, em Guaratiba, foi parcialmente destruída pelo fogo na noite desta quarta-feira (6). Não houve vítimas.

De acordo com o Corpo de Bombeiros, militares do Quartel de Campo Grande foram acionados às 20h29 para combater um incêndio em um ônibus articulado. As chamas, porém, logo se alastraram para parte da estação, uma das maiores e mais movimentadas do corredor Transoeste, que cruza a Zona Oeste do Rio.

Segundo a corporação, às 23h30 o fogo já tinha sido debelado.

No Mato Alto, por exemplo, descem passageiros com destino à Barra da Tijuca que vêm de linhas alimentadoras de Guaratiba e Campo Grande.

Segundo a MOBI-Rio, empresa da Prefeitura do Rio interventora do sistema, o fogo atingiu o módulo expresso da estação, e o módulo parador não foi danificado. A MOBI-Rio já solicitou perícia.

O prefeito Eduardo Paes (PSD) afirmou em suas redes sociais que um esquema de contingência já estava sendo montado. “Vamos informando aqui as medidas para minimizar o impacto na vida da população amanhã [quinta-feira, 7].

O secretário municipal de Ordem Pública, Brenno Carnevale, lembrou que outro veículo pegou fogo na segunda-feira (4), desta vez em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio. A prefeitura aguarda o fim das investigações da Polícia Civil.

Incêndio criminoso em abril

Laudos da perícia em dois ônibus do BRT que pegaram fogo em abril apontam que os incêndios foram criminosos. A Secretaria Municipal de Ordem Pública suspeita de uma ação orquestrada.

No dia 11 de abril, um ônibus pegou fogo no Terminal Alvorada. O motorista conseguiu abrir as portas e os passageiros saíram sem ferimentos. Outro incêndio aconteceu no BRT na Avenida Ministro Edgard Romero, em Madureira, na Zona Norte do Rio. Também não houve feridos.

Os dois casos foram registrados na delegacia pela Mobi-Rio. Os veículos foram periciados pelo Instituto de Criminalística Carlos Éboli no dia seguinte. Os laudos apontam como causa incêndios criminosos nas duas ocorrências.

Ônibus do BRT que pegou fogo no dia 11 de abril — Foto: Reprodução/ TV Globo
Ônibus do BRT que pegou fogo no dia 11 de abril — Foto: Reprodução/ TV Globo

Fotos da perícia foram anexadas ao documento. Nas imagens, alguns pontos chamaram a atenção dos peritos. Nas baterias de um dos veículos, não havia vestígios de acidente termelétrico. Em outro, o tanque de combustível não tinha sinais de vazamento e o terminal de bateria também estava íntegro.

De acordo com o laudo, os incêndios foram causados por “ação humana intencional” e ocorreu a manipulação do circuito elétrico do veículo de modo a produzir um foco de incêndio nos dois casos.

Laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli aponta 'ação humana intencional' em incêndio em dois ônibus do BRT — Foto: Reprodução/ TV Globo
Laudo do Instituto de Criminalística Carlos Éboli aponta ‘ação humana intencional’ em incêndio em dois ônibus do BRT — Foto: Reprodução/ TV Globo

Mesmo sem provas, Breno Carnevale acredita em uma ação orquestrada.

“A gente não tem capacidade e nem atribuição para apontar um suspeito A, B ou C. Mas, nitidamente, existem fortes indícios e, por isso mesmo, a Polícia Civil fez o registro de ocorrência de que essas ações foram orquestradas e a nossa expectativa é que estes criminosos sejam identificados e punidos”, disse Carnevale.

A MOBI-Rio afirma que existe um procedimento de apuração a cargo da Secretaria de Governo e Integridade Pública, que recebeu os mesmos laudos da Polícia Civil sobre os ônibus articulados incendiados em abril. Uma perícia também foi solicitada para o veículo que pegou fogo no corredor Transoeste.

Laudos da perícia em dois ônibus do BRT que pegaram fogo em abril apontam que os incêndios foram criminosos — Foto: Reprodução/ TV Globo
Laudos da perícia em dois ônibus do BRT que pegaram fogo em abril apontam que os incêndios foram criminosos — Foto: Reprodução/ TV Globo