Em meio à queda nas internações no país, Rio é a única capital com ocupação de UTIs Covid acima dos 90%, segundo a Fiocruz

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O último boletim semanal do Observatório Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) aponta que a ocupação de leitos de UTI para pacientes adultos infectados pelo novo coronavírus no Brasil está fora da zona de alerta, ou seja, abaixo dos 60%, em 25 das 27 unidades da federação — as exceções são o Rio de Janeiro e Roraima. O levantamento comprova o cenário de queda nas hospitalizações em todo o país que já vinha se configurando desde o início de agosto. O grupo de cientistas credita essa melhora, principalmente, ao avanço da vacinação.

Roraima, com taxa de 82%, é o único na zona de alerta crítico, mas o estado tem um cenário peculiar porque dispõe de apenas 50 vagas. A capital, Boa Vista, também tem 82% dos leitos de terapia intensiva para pacientes com Covid-19 sendo utilizados. Já o Rio de Janeiro, que vinha se mostrando em situação mais preocupante por ser o epicentro da variante Delta no país, apresentou queda de 72% para 66% no indicador, o que o manteve na zona de alerta intermediário. A capital fluminense, no entanto, segue em alerta crítico, com 94% de ocupação. Os dados são referentes à semana de 29 de agosto a 4 de setembro.

Segundo os pesquisadores do Observatório, os dados refletem a tendência geral de diminuição da incidência de casos graves, internações e mortes por Covid no país. “A redução simultânea e proporcional desses indicadores demonstra que a campanha de vacinação está atingindo o objetivo de proteger a população do impacto da doença”, diz um trecho do boletim, que também traz um alerta: “O ainda alto índice de positividade dos testes e a elevada taxa de letalidade da doença (atualmente em 3%) revelam que a transmissão do vírus é intensa e diversos casos assintomáticos ou não confirmados podem estar ocorrendo, sem registro nos sistemas de informação”.

Os cientistas da Fiocruz reforçam que é fundamental interromper a transmissão do coronavírus, o que ocorrerá, principalmente, através da campanha de imunização. Para isso, segundo eles, é preciso completar o esquema vacinal de todos os adultos, vacinar adolescentes e aplicar a terceira dose nos grupos mais vulneráveis, como os idosos imunizados há mais de seis meses.

Enquanto Boa Vista (RR) e Rio de Janeiro (RJ) estão na zona de alerta crítico em relação à ocupação dos leitos de UTI para Covid-19, nas outras capitais brasileiras o indicador segue a tendência de queda observada nos estados. As três que ainda estão no nível intermediário tiveram queda em relação ao índice registrado no boletim da semana anterior, com dados referentes ao período de 22 a 28 de agosto: Curitiba (PR), caiu de 75% para 65%; Porto Alegre (RS), de 66% para 61%, e Goiânia (GO), de 69% para 65%.

Nas demais capitais, o indicador está fora da zona de alerta, ou seja, abaixo dos 60%: Porto Velho (RO), 50%; Rio Branco (AC), 8%; Manaus (AM), 34%; Belém (PA), 29%; Macapá (AP), 18%; Palmas (TO), 31%; São Luís (MA), 42%; Teresina (PI), 44%; Fortaleza (CE), 55%; Natal (RN), 32%; João Pessoa (PB), 15%; Recife (PE), 46%; Maceió (AL), 17%; Aracaju (SE), 28%; Salvador (BA), 25%; Belo Horizonte (MG), 56%; Vitória (ES), 49%; São Paulo (SP), 35%; Florianópolis (SC), 18%; Campo Grande (MS), 39%; Cuiabá (MT), 31%; e Brasília, 57%.





Fonte: G1