DENÚNCIA: Doses da vacina da Covid-19 estão sendo descartadas e jogadas no lixo no Rio de Janeiro

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DENÚNCIA: Doses da vacina da Covid-19 estão sendo descartadas e jogadas no lixo no Rio de JaneiroSecretário municipal da pasta, pela Prefeitura do Rio, Daniel Soranz nega que doses tenham ido parar no lixo. No Hospital de Bonsucesso, diretor foi exonerado depois que uma queda de energia comprometeu a eficácia de 720 doses da CoronaVac.

O desperdício de doses da vacina contra o novo coronavírus é alvo de denúncias de médicos e enfermeiros do Rio. Como mostrou o RJ2 da Globo nesta quinta-feira (28/01), parte da vacina Oxford/AstraZeneca vem em frascos para serem aplicadas em dez pessoas, mas como algumas doses sobram, os profissionais dizem que a orientação recebida era para que fosse feito o descarte.

“O frasco da vacina tem dez doses. Deram três vacinas e a ordem da CAP (Coordenadoria de Saúde da Área de Planejamento) foi descartar o restante da vacina. (…) Eu acho isso um absurdo! As pessoas morrendo, precisando, e jogar fora?”, desabafou um dos profissionais. Na quarta-feira (27/01), o jornal “O Dia” noticiou o suposto descarte de cinco doses da vacina de Oxford. A reportagem ouviu funcionários de uma Clínica da Família da Zona Oeste.

A TV Globo também foi a uma unidade de saúde da região, e os funcionários confirmaram que, com pouco movimento, as doses que restaram foram de fato descartadas. Um outro problema agrava a questão: as dez doses precisam ser aplicadas num período de seis hora. “O frasco foi aberto às nove da manhã, ou seja, às três da tarde essas doses iam ser perdidas”, afirmou à equipe de reportagem um profissional que pediu para não ser identificado.

Outra funcionária de um posto de saúde, também na Zona Oeste, reforçou que está ocorrendo desperdício do imunizante. Segundo ela, teve unidade que chegou a jogar fora nove doses. O sindicato recebeu inúmeras denúncias de descarte de várias doses da vacina Oxford/Astrazeneca, em várias clínicas e centros de saúde. E isso tudo causou muita revolta nos profissionais”, afirmou Mônica Armado, presidente do Sindicato de Enfermeiros.

A Prefeitura do Rio confirmou que, depois de aberto, o frasco inteiro tem que ser usado em até seis horas. As vacinas disponíveis nos postos, hoje, são as de Oxford, contendo dez doses em cada embalagem. Em situações assim, a Secretaria de Saúde recomenda que a equipe do posto oferte a dose, de forma criteriosa, aos profissionais de saúde. O chefe da pasta afirmou que, em caso de possível desperdício, o uso da vacina em outras pessoas que não sejam profissionais da área também está autorizado.

“A recomendação é que se utilize, no final do dia, sempre a vacina com frasco de uma dose, e evite abrir frascos de dez doses ao final do dia. Caso isso aconteça, os profissionais estão autorizados a aplicar essas vacinas em outras pessoas que necessitem, dentro da unidade ou na região”, afirmou Daniel Soranz, secretário municipal de Saúde, ao Bom Dia Rio, nesta quinta.

Ainda assim, Soranz acrescentou que a recomendação é para que os profissionais evitem que a manobra para aproveitar as doses seja realizada. O secretário falou que a situação deve ser tratada como excepcional e, caso ocorra, precisa ser “devidamente documentado”.

APAGÃO COMPROMETE 720 DOSES

Em outra situação de descaso com os imunizantes, houve queda na energia no laboratório do Hospital Federal de Bonsucesso. Como publicou a comentarista da GloboNews Flávia Oliveira, o apagão pode ter comprometido 720 doses da CoronaVac que ficaram numa temperatura acima da ideal.

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