Crivella tem o maior índice de rejeição do país

0
20


A rejeição elevada identificada na primeira rodada de pesquisa Ibope mostra que os políticos mais rechaçados são aqueles envolvidos em investigações judiciais ou cuja família está relacionada em maus feitos. Os cinco políticos com maior índice de rejeição do país entre as 13 capitais com pesquisa divulgada, sem considerar a margem de erro de 3 ou 4 pontos, estão na mira do Ministério Público, são vítimas de processo de impeachment ou têm ligações com clãs envolvidos nesses casos.

O recorde é registrado no Rio de Janeiro, onde 57% dos entrevistados afirmam que não votariam de jeito nenhum no prefeito Marcello Crivella (Republicanos), candidato à reeleição. Ele é investigado no caso do suposto “QG da Propina” e tem ainda a gestão avaliada como ruim ou péssima por 66% dos cariocas.

Das oito capitais com candidatos à reeleição, em sete o maior índice de rejeição é do atual mandatário. A rejeição a Crivella é oito pontos percentuais maior do que a do ex-governador da Paraíba e candidato à prefeitura de João Pessoa (PB), Ricardo Coutinho (PSB), com 43%. Preso em dezembro de 2019 na Operação Calvário, é acusado de participar de esquema de desvio de dinheiro da Saúde.

Coutinho está empatado tecnicamente no ranking de rejeição com o deputado federal e candidato em Belém, José Priante (MDB), com 40%, primo do governador Helder Barbalho (MDB), investigado por suspeitas de corrupção na Saúde. Ele é seguido pela deputada federal Clarissa Garotinho (Pros), candidata no Rio, com 38%, filha do ex-governadores Rosinha e Anthony Garotinho, condenados por esquemas de corrupção e improbidade administrativa.

Fecha a lista o prefeito de Porto Alegre, Nelson Marchezan (PSDB), com 37%, também alvo de processo de impeachment na Câmara pelo uso de R$ 3,1 milhões do Fundo Municipal de Saúde para pagar publicidade.

As pesquisas do Ibope mostram que “ser honesto” é um dos principais atributos avaliados pelo eleitor. No Rio, 67% dizem que esta é a principal qualidade.

A redução da rejeição é um desafio para as campanhas nos próximos 40 dias. O início das inserções em rádio e televisão, a partir de amanhã, é visto como decisivo para diminuir o olhar negativo do eleitor. Para Marco Antonio Carvalho Teixeira, cientista político da FGV, os números divulgados podem mudar estratégias:

— A rejeição é um termômetro perigoso, quando maior do que a aceitação, pode indicar que, por mais que seja um bom candidato de primeiro turno, é inviável no segundo.

No caso de Crivella, a tentativa é correr contra o tempo para reverter o cenário. Na comparação com 2016, quando foi eleito, o candidato do Republicanos já aparecia como mais rejeitado, mas com 35%, ao lado de Jandira Feghali (PC do B). Hoje, com mais de 50%, num eventual segundo turno, fica prejudicado.

— Espero que agora, com a propaganda eleitoral, eu tenha um espaço que não tive por não ter recursos — disse o prefeito anteontem ao EXTRA.





Fonte: G1

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui