Crivella diz não ver obstáculos à reabertura de escolas porque ‘crianças são imunes’

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O prefeito Marcelo Crivella disse não ver qualquer obstáculo a reabertura das escolas da rede privada ou pública porque “crianças são imunes”. A declaração foi feita nesta quinta-feira, dia 2, no Riocentro ao explicar porque ainda não houve um acordo com o sindicato que representa as escolas particulares para a retomada das aulas. Segundo o prefeito, há resistências por parte dos sindicatos que representam professores e outros profissionais de Educação.

— Todos sabem que as crianças do mundo inteiro são imunes. Se você olhar por exemplo, os casos de coronavirus na cidade do Rio de Janeiro. Das milhares de pessoas que faleceram, 80% são pessoas acima de 60 anos. Os outros 20% de 40 a 60 anos. É difícil um caso de criança que faleceu… Então, graças a Deus, no mundo inteiro, as crianças estão imunes ao coronavírus. O problema é serem portadoras e passarem para o vovô e a vovó. O protocolo vai nesse caminho — disse Crivella ao responder uma pergunta se a prefeitura já tinha estabelecido um protocolo de medidas sanitárias para a volta às aulas.

A declaração foi feita em uma cerimônia de que o município emprestou 15 kits com respiradores para Rio das Ostras ampliar a oferta de leitos de Covid-19 na cidade.

Sobre o impasse com as escolas privadas, ele acrescentou:

— Muitos pais que voltaram ao trabalho pressionam a prefeitura e dizem que querem que o filho volte a estudar. Os donos das escolas dizem que podem cumprir todos os protocolos exigidos pela vigilância sanitária. Mas o sindicato dos professores acho que não pode e diz que o funcionário que não quer voltar se sentiria coagido a retornar por temer ser demitido. Nessa próxima reunião, algumas escolas vão apresentar abaixo-assinado de professores concordando em voltar. O que estamos defendendo é que esse retorno seja voluntário — disse o prefeito.

A vice-presidente da Sociedade de Infectologia do Estado do Rio de Janeiro, Tânia Vergara, explica que o vírus pode atacar todas as faixas etárias e lembra que o perigo está no contato entre diferentes grupos dentro do ambiente escolar.

— As crianças geralmente apresentam quadros assintomáticos. Como não parecem estar doentes, ninguém se afasta delas. Por isso se recomenda, por exemplo, que os avós não fiquem próximos aos netos. O risco de transmissão por parte de crianças ainda está sendo estudado, mas não tem só elas nas escolas. Há os professores, os funcionários, os motoristas da condução — lembra.

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©Plantão dos Lagos
Fonte: Jornal Extra
Fotos: divulgação