com fogos em Copacabana, quiosques têm maior procura e hotéis estimam 100% de ocupação

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O cancelamento dos shows de réveillon em Copacabana, Zona Sul, pela prefeitura do Rio aliado à perspectiva de alta ocupação nos hotéis na cidade e a confirmação, nesta terça-feira, da queima de fogos em vários pontos da capital levou a Orla Rio, concessionária que administra 309 quiosques do Leme ao Pontal, a registrar um aumento considerável no interesse do público nas festas. Foram 20 mil acessos a mais no site do grupo desde o último sábado, dia em que a festa foi cancelada. Por sua vez, os hotéis devem ter, segundo o setor, 100% de ocupação na noite da virada.

— Nós já sentimos uma maior demanda do público por informações sobre os quiosques e tivemos um aumento de tráfego no nosso site. O turista quer passar a virada à beira-mar, e os quiosques estão prontos para recebê-los — explica João Marcello Barreto, presidente da Orla Rio.

Ele reforça a percepção de crescimento na procura de turistas e cariocas por locais para passar a virada do ano e cita os atrativos planejados pelos quiosques. Procurada, a prefeitura do Rio não informou como serão os protocolos de segurança e se fará ações de fiscalização na virada do ano.

— Diversos deles (quiosques) estão preparando atrações com música ao vivo, cardápio especial para a data, além de já contarem com vista, infraestrutura, ambiente a céu aberto e toda proximidade com o mar para as tradicionais comemorações feitas na noite de 31 de dezembro.

O governador do Rio, Claudio Castro (PL), confirmou que a capital terá queima de fogos em Copacabana, na Zona Sul, e em outros pontos da cidade, apesar do cancelamento da festa com shows. As festas privadas estão permitidas e cada município vai estipular as suas regras sanitárias. De acordo com Castro, o estacionamento na orla será proibido, como forma de impedir aglomerações. Os transportes também não terão esquema especial de funcionamento na noite do dia 31, como forma de evitar o fluxo de pessoas para as áreas que terão shows pirotécnicos.

Foto: Queima de fogos na orla de Copacabana

Com queima de fogos, hotéis aumentam otimismo

A decisão também atingiu em cheio as expectativas do setor hoteleiro. O presidente do Sindicato dos Meios de Hospedagem do Município do Rio (Hotéis Rio), Alfredo Lopes, disse que essa foi uma medida acertada.

— Agora, com a confirmação da queima de fogos pelo governador, evento que é um ícone do maior réveillon do Brasil, as vendas e reservas vão recomeçar e a expecativa é de chegarmos a 100% de ocupação dos quartos. Foi uma solução adequada. As medidas de segurança vêm sendo tomadas, não tinha motivos para não ter queima de fogos portanto.

Segundo Lopes, desde sábado, novas reservas não vinham sendo fetas e “algumas” até foram canceladas. Mas o representante da entidade segue otimista. Segundo ele, hotéis programam festas na noite da virada, para manter e atrair a clientela que terá um show de cores e luzes no céu.

— Prevejo um cenário onde os hotéis que já organizavam algum evento ampliarão a capacidade e aqueles que não iriam fazer festas passarão a fazer a fim de atender ao público que, sem os shows da orla, buscará outros atrativos. A festa de Copacabana é o réveillon da cidade. No entanto, já temos, historicamente, um grande público que prefere festas mais reservadas, como a que ocorre nos hotéis. Estamos preparados para respeitar os protocolos, incluindo a exigência da carteira vacinal — disse.

De acordo com o representante do setor hoteleiro, as indefinições iniciais deixaram cariocas e turistas apreensivos, o que deve mudar agora.

— Houve medo. Não sei o que vai ocorrer. Ficou uma certa confusão.

Segundo pesquisa do Hotéis Rio, a Barra da Tijuca é a região mais procurada, com estimativa de ocupação de 86% no fim de semana da virada. Na sequência, vêm Flamengo, Botafogo (82%), Leme, Copacabana (75%) e, com os mesmos 73%, Centro, Ipanema e Leblon.

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Fonte: G1