Com dívida de quase R$2,5 milhões da prefeitura, empresa retira roupas de cama e uniformes de 16 unidades de saúde

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Pacientes internados em 16 unidades de saúde da Prefeitura do Rio ficaram sem roupas de cama desde a manhã desta sexta-feira. A empresa São Geraldo Higienização e Nutrição retirou de 14 Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e dois Centros de Emergência Regional (CERs) lençóis, fronhas, cobertores, camisolas de pacientes, além de uniformes de profissionais de saúde, devido à falta de pagamento. Segundo a empresa, desde junho a RioSaúde, empresa pública da Prefeitura do Rio, não paga pelo serviço. A dívida total é de quase R$ 2,5 milhões.

As unidades que ficaram sem o serviço foram as UPAS Rocha Miranda, Cidade de Deus, Senador Camará, Rocinha, Sepetiba, Paciência, João XXIII, Complexo do Alemão, Madureira, Vila Kennedy, Engenho de Dentro, Costa Barros, Magalhães Bastos, Manguinhos, e os CERs Leblon e Barra. Além de fornecer, a São Geraldo faz o serviço de limpeza e esterilização dessas roupas.

A empresa disse ainda que, se não receber até 30 de janeiro o valor referente ao serviço nos hospitais Ronaldo Gazolla e Rocha Faria, vai retirar quase 50 toneladas de roupas de cama dessas unidades. O Hospital Ronaldo Gazolla é referência para Covid-19 no município do Rio.

Sem roupas de cama em unidade de saúde, paciente usa cobertor próprio
Sem roupas de cama em unidade de saúde, paciente usa cobertor próprio Foto: Reprodução

— Não tive opção. Paguei o décimo terceiro dos funcionários com auxílio de empréstimo e não tenho dinheiro para arcar com o salário de quase 300 empregados. Venho tentando de todas as formas, mas não sou atendido — afirmou Felipe Brito, proprietário da São Geraldo.

A Secretaria Municipal de Saúde informou que a nova gestão encontrou a RioSaúde sem dinheiro em caixa para cobrir as obrigações financeiras e os custos dos vários contratos com pagamentos atrasados. Disse ainda que a antiga gestão não abriu os processos administrativos necessários para a quitação dos restos a pagar.

A secretaria afirmou que está sendo feito um levantamento para identificar o montante das dívidas e que a direção da RioSaúde está providenciado novos processos de contratação para substituição da São Geraldo, em caráter emergencial, para que não haja interrupção do serviço.

Nota da Secretaria Municipal de Saúde

Infelizmente, a nova gestão encontrou a RioSaúde sem dinheiro em caixa para cobrir as obrigações financeiras e os custos dos vários contratos com pagamentos atrasados. Acrescido a isso, a antiga gestão também não abriu os processos administrativos necessários para a quitação dos restos a pagar, o que atrasa ainda mais os procedimentos para regularizar a situação.

Um rigoroso levantamento está sendo feito para identificar o montante das dívidas e fazer os devidos processos administrativos para quitá-las.

Na quinta-feira, dia 21, a direção da RioSaúde se reuniu com representantes da São Geraldo Higienização, a fim de tentar um prazo para ajuste das dívidas contraídas na gestão passada. A empresa, contudo, disse não ter condições para manter o serviço em razão da falta de pagamento durante o governo Crivella.

Diante disso, a RioSaúde está providenciado novos processos de contratação para substituição da empresa, em caráter emergencial, para que não haja interrupção do serviço.





Fonte: G1

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