Clientes da Rua Teresa são impedidos de acessar o polo de moda em Petrópolis

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Desde o dia 9 de julho que turistas e visitantes podem acessar a Rua Teresa em Petrópolis, mediante uma autorização previamente concedida pelos lojistas do polo. Em reunião realizada no dia seis do mesmo mês com o prefeito Bernardo Rossi e secretariado municipal a medida foi acertada após inúmeros pedidos da Associação da Rua Teresa (ARTE) para que a entrada dos turistas de compras fosse flexibilizada.

“Nós realizamos diversas reuniões com a prefeitura para explanar nossas dificuldades e pedir o relaxamento das barreiras para nossos clientes. Mais de 70% do faturamento das lojas do polo vem de compradores de outras cidades. Para que o acesso fosse permitido elaboramos um ofício onde listamos quais poderiam ser as medidas adotadas para que esse processo fosse feito de forma segura. Mas os funcionários das barreiras não foram bem treinados para orientar os visitantes”, explica Denise Fiorini, presidente da Associação da Rua Teresa (ARTE).

No documento a ARTE propôs que os compradores passassem pela aferição de temperatura, que os veículos só seriam autorizados mediante apresentação de um formulário preenchido pela loja e que caso algum integrante do grupo que se dirigia à cidade estivesse com febre, por exemplo, todo o grupo seria impedido de entrar. Mas não é isso que tem acontecido nas barreiras sanitárias da cidade. Segundo relatos de clientes, os funcionários nem sabem que a Rua Teresa está em funcionamento. Foi o que relatou uma cliente de Niterói/RJ impedida de entrar em Petrópolis nesta quarta-feira, dia 02.09.

“Eu fui barrada na primeira entrada da cidade. Fui informada que todas as lojas estavam fechadas, todo o comércio fechado, tudo fechado e que eu só poderia entrar se fosse moradora ou que se eu tivesse alguma reserva de hotel”, relatou a visitante.

Ela então, se dirigiu a uma outra entrada e foi informada do formulário.

“Se eu não tivesse tentado uma segunda vez, eu nem ia entrar na cidade. Simplesmente ia voltar sem poder fazer minhas compras e colaborar com o comércio local. Acho legal ter um controle da entrada, mas a gente poderia ser melhor informado pelos fiscais”, concluiu.

Esta não é a primeira vez que clientes do polo de moda enfrentam dificuldades para acessar as lojas. Na primeira semana de flexibilização, os compradores eram informados que as compras só poderiam ser feitas em um prazo de duas horas. Mas essa regra não existe.

“As únicas exigências para acessar a Rua Teresa são a apresentação do formulário preenchido e não apresentar alteração da temperatura corporal ou sintomas aparentes da Covid-19. Precisamos que a prefeitura instrua melhor os fiscais para não sermos prejudicados. A Rua está funcionando, precisamos garantir a manutenção dos empregos, as lojas estão seguindo os protocolos de atendimento e a flexibilização foi um direito adquirido em decreto”, pede Denise.

Os lojistas observam também que a fiscalização tem falhas. Os fiscais permanecem nas barreiras em horário comercial, o que gera filas de carros nas entradas da cidade, causando transtornos e frustração aos que querem acessar o polo.

“Nós já recebemos relatos de que a barreira não funciona bem cedo ou durante a noite. Que tipo de fiscalização é essa? O vírus só circula em horário comercial? É preciso reavaliar esse processo para que ele seja eficiente”, cobra Denise.

Todas as nossas reportagens estão em constante atualização. Quem entender (pessoas físicas, jurídicas ou instituições) que tem o direito de resposta acerca de quaisquer de nossas publicações, por ter sido citado ou relacionado a qualquer tema, pode enviar e-mail a qualquer momento para [email protected]

©Plantão dos Lagos
Fonte: ASCOM / ARTE
Fotos: divulgação

 

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