Ciug, em SG, faz adaptações para formar aluno com deficiência

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Com um material adaptado especialmente para as suas necessidades, Felipe Mello, de 20 anos, estuda inglês no nível intermediário no Centro Interescolar Ulysses Guimarães (CIUG), no Porto da Madama. Ele teve hidrocefalia na infância, o que prejudicou a sua visão e locomoção, mas, com o empenho dos funcionários do CIUG, ele pode participar de todas as etapas do curso. No próximo mês, Felipe ingressa na Faculdade de Letras – Português/Inglês da UERJ e já faz planos para se tornar professor.

Apaixonado por música eletrônica, Felipe viu no inglês uma oportunidade de aprender a cantar as músicas e, assim, há 4 anos, ingressou no CIUG. Para a mãe, Valéria Paes, cada etapa foi fundamental para o desenvolvimento dele.

 





| Foto: Divulgação/Luiz Carvalho





 

“O CIUG conseguiu abraçar o Felipe, ajudá-lo, passar o conhecimento para ele de forma adaptada. As professoras estão sempre dispostas a dar assistência, aumentar as letras e as figuras para ele conseguir ver. Ele começou com muita dificuldade e, por ser muito ansioso, acabava falando em português, mas ele foi se desenvolvendo em cada semestre e hoje em dia só quer falar em inglês”, contou a mãe.

Desde que entrou no CIUG, Felipe faz as provas por um computador da unidade, por um programa específico, e foram feitas algumas adaptações para recebê-lo. Com a pandemia, o jovem criou uma nova forma de praticar o idioma, o que ajudou ainda mais na pronuncia.

“Além de estudar no CIUG, eu também faço lives no instagram, com professoras de inglês de vários lugares do Brasil. O que eu gosto mais daqui são as professoras, elas são maravilhosas e muito atenciosas, eu fico ansioso para vir para cá. Eu quero me formar em Letras para ser professor de inglês”, afirmou Felipe.

 



Felipe Mello



Felipe Mello | Foto: Divulgação/Luiz Carvalho





 

Mesmo com as dificuldades do início, seu interesse e capacidade se destacaram da maioria. Há um ano como professora do Felipe, Elen Magalhães explica que ele conseguiu uma independência ao longo do curso e agora faz tudo sozinho. Para ela, a Educação deve estar disponível para toda a comunidade.

“Ele é excelente, muito dedicado e não deixa as limitações físicas atrapalharem o aprendizado. O Felipe é um menino muito esperto, aprende muito rápido e estuda sozinho. No início, ele teve algumas dificuldades, mas ele foi surpreendendo os professores e a direção e já está chegando ao fim do curso. A dedicação dele e da família me surpreendeu e, hoje em dia, ele é um exemplo, conseguindo se destacar diante daqueles que não têm dificuldade alguma”, disse a professora.

Fonte: O São Gonçalo